- Donald Trump disse ao Corriere della Sera que a primeira-ministra Giorgia Meloni “já não é a mesma pessoa” e criticou-a pela solidariedade ao Papa Leão XIV e por não intervir em Ormuz.
- Meloni reagiu, dizendo que as palavras de Trump são inaceitáveis e que expressou solidariedade ao Papa, numa declaração feita à margem da Vinitaly, em Verona.
- A resposta de Trump foi acelerada pela crítica de Meloni ao seu ataque ao Papa, com o Presidente dos EUA a afirmar que Meloni é inaceitável por não perceber a ameaça nuclear do Irão.
- A relação entre Meloni e Trump, até agora uma relação próxima, pode estar a sofrer dissidências em questões como NATO, intervenção militar dos EUA e imigração; Meloni foi convidada a tomar posse do presidente dos EUA em Washington, em janeiro de 2025.
- No Parlamento, a posição dividiu-se: a maioria e a oposição expressaram solidariedade com Meloni, enquanto críticas ao tom de Trump foram feitas por líderes oposicionistas.
Donald Trump criticou Giorgia Meloni numa entrevista ao Corriere della Sera, dizendo estar surpreendido com a líder italiana e questionando a sua coragem. O presidente dos EUA afirmou ainda que Meloni não é a mesma pessoa.
Trump apontou que Meloni apoiou o Papa Leão XIV e não pressionou o Irão, criticando a posição italiana. Meloni justificou a solidariedade ao Papa e recusou envolvimento direto em intervenções no Médio Oriente, numa declaração à imprensa.
A Casa Branca reagiu com irritação, afirmando que a líder italiana é inaceitável por não alinhar-se com a posição norte-americana sobre questões de segurança, incluindo a possibilidade de resposta a armas nucleares do Irão.
Desde o regresso de Trump, Meloni tem sido considerada uma interlocutora importante dos EUA na Europa, recebendo convite para a tomada de posse de 2025 e mantendo laços estreitos com Washington.
Críticas internas em Itália têm incidido sobre o tom da relação, com oposição a pedir que Meloni afaste posições que possam prejudicar interesses nacionais, sobretudo em matéria de defesa e bases militares.
A polémica também envolve a decisão de restringir o uso da base de Sigonella, que alimentou tensões entre Roma e Washington e afetou o alcance diplomático com o Papa, conforme analistas.
Trump disse ainda que pediu à Itália o envio de apoio ao Estreito de Ormuz, criticando a NATO como ineficaz, e acusou Meloni de não colaborar com a defesa comum da Aliança.
Na política interna italiana, Meloni recebeu solidariedade de parte da maioria e da oposição, com líderes a defenderem a soberania italiana e o direito de discordar de posições dos EUA.
Entre as reacções, a secretária do Partido Democrático apontou que a Itália não tolera ataques a Meloni e reiterou o compromisso com a defesa da Constituição, que defende a paz e a soberania.
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