- O Tesouro dos EUA anunciou não prolongar a suspensão temporária de sanções sobre o petróleo iraniano, decidida para atenuar o impacto da guerra no Médio Oriente no mercado de hidrocarbonetos.
- A autorização que permite a venda do petróleo iraniano atualmente bloqueado no mar expira dentro de alguns dias e não será renovada.
- O Tesouro afirma manter a pressão máxima sobre o Irão e está preparado para impor sanções secundárias a instituições financeiras estrangeiras que apoiem as atividades de Teerão.
- Fontes oficiais apontam para instituições com base na China, em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e em Omã como potenciais alvos dessa pressão adicional.
- A derrogação permitia, até domingo, a venda do petróleo iraniano armazenado no mar antes de 20 de março, o que poderia colocar no mercado mundial cerca de 140 milhões de barris.
- Ainda nesta ocasião, o governo norte‑americano anunciou a extensão de partes das sanções relativas ao gigante russo Lukoil por vários meses.
O Tesouro dos Estados Unidos anunciou que não vai renovar a suspensão temporária de sanções sobre o petróleo iraniano. A medida, tomada para atenuar os impactos da guerra no Médio Oriente no mercado de hidrocarbonetos, não será prolongada.
A autorização temporária para vender o petróleo iraniano já bloqueado no mar expira em poucos dias. O ministério afirmou que não haverá nova extensão e que manterá pressão máxima sobre o Irão.
O Tesouro indicou ainda estar preparado para impor sanções secundárias a instituições financeiras estrangeiras que continuem a apoiar as atividades de Teerão. O alvo inclui entidades com base na China, em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, segundo fonte oficial não identificada.
Washington autorizou, durante um mês, a venda do petróleo iraniano armazenado no mar antes de 20 de março. O objetivo era permitir a entrada de cerca de 140 milhões de barris no mercado mundial, conforme anunciado pelo ministro das Finanças dos EUA, Scott Bessent.
A derrogação está válida até ao próximo domingo, sem indicação de nova extensão. O anúncio ocorre numa conjuntura de flexibilidade russa no setor energético, com o governo americano a também comunicar avanços em outras frentes de sanções.
Antes, o governo norte-americano informou a extensão, por vários meses, da flexibilização de parte das sanções dirigidas à petrolífera russa Lukoil. A medida mantém um regime de alívio parcial para determinados ativos do grupo.
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