- Kamal Kharazi morreu na quinta-feira, após ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel a Teerão no início do mês.
- A ofensiva visou a residência do conselheiro do líder supremo do Irão; a esposa de Kharazi morreu no ataque.
- Kharazi encontrava-se gravemente ferido; o político tinha participado numa entrevista à CNN em março, onde expressou ceticismo quanto a acordos de paz.
- O Irão propôs um cessar-fogo de duas semanas; Washington rejeitou o plano e pediu a abertura do Estreito de Ormuz e o fim dos ataques durante 45 dias.
- Teerão culpa Israel pelo não cumprimento do acordo e pelos ataques no Líbano; Israel realizou uma ofensiva significativa contra o Hezbollah, com o Irão a prometer retaliar caso os EUA não atuem.
Kamal Kharazi, conselheiro do líder supremo do Irão, morreu na quinta-feira após um ataque conjunto dos EUA e de Israel contra Teerão, no início do mês. A ofensiva teve como alvo a residência do político, que não resistiu aos ferimentos. A esposa do ofertante faleceu no ataque, segundo a televisão estatal iraniana.
Kharazi já estava gravemente ferido após o ataque, que ocorreu numa operação perceptível como resposta a tensões regionais. Em março, numa entrevista à CNN, ele afirmou estar cético relativamente a acordos de paz e indicou que o Irão poderia manter o conflito, dependendo de avaliações económicas.
A morte ocorre num contexto de um cessar-fogo de duas semanas proposto pelo Irão, após rejeição de um plano anterior apresentado pelos EUA, que previa a abertura do Estreito de Ormuz e o fim dos ataques por 45 dias. Teerão culpa Israel por violações do acordo, enquanto Washington afirma que o país não está abrangido pelo acordo.
Contexto do cessar-fogo
Teerão anunciou que iria responder com firmeza a ataques no Líbano, caso os EUA não tomem medidas contra as operações de Israel no território libanês. Na última quarta-feira, Israel realizou a maior ofensiva contra o Hezbollah, conforme relatos regionais. O Irão reforçou que manterá a posição caso não haja alterações.
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