- Teerão informou ter registado mais de três mil mártires nos ataques liderados por EUA e Israel desde 28 de fevereiro.
- Quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento usado pelo inimigo.
- As autoridades iranianas já notificam as famílias e trabalham para entregar os cadáveres o mais rápido possível.
- Iniciam-se novas negociações sobre o bloqueio do estreito de Ormuz, no seguimento do cessar-fogo mediado pelo Paquistão.
- Donald Trump anunciou a suspensão dos ataques por duas semanas; Teerão disse que a passagem segura de navios em Ormuz seria possível nesse período, mediante coordenação com as forças iranianas.
O regime iraniano anunciou que o número de mortos nos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel desde 28 de fevereiro ultrapassou os 3.000, no dia seguinte a um cessar-fogo mediado pelo Paquistão. O anúncio foi feito pelas autoridades iranianas.
O diretor do instituto de medicina legal do Irão, Abbas Masjedi Arani, explicou que quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento utilizado. A amostra de vítimas encontra-se distribuída por várias regiões do país.
Arani acrescentou que a entidade já está a notificar as famílias e a trabalhar para devolver os cadáveres o mais rapidamente possível, apesar das dificuldades logísticas.
A ofensiva foi lançada no contexto de negociações indiretas entre Teerão e Washington, iniciadas para discutir o programa nuclear iraniano. Paralelamente, delegações devem retardar o foco para o estrito de Ormuz na retoma das conversações em Islamabad, Paquistão.
Donald Trump avançou recentemente a suspensão temporária de ataques contra o Irão, e Teerão afirmou que a passagem de navios pelo estreito poderá ocorrer durante o mesmo período mediante coordenação com as Forças Armadas. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, descreveu o acordo como um cessar-fogo imediato em território iraniano, no Líbano e noutros locais, incluindo aliados dos EUA.
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