- O Reino Unido e a Noruega anunciaram patrulhas navais conjuntas para proteger cabos submarinos no Atlântico Norte, com uma frota de pelo menos 13 navios de guerra.
- As forças monitorizaram um submarino de ataque russo e dois submarinos espiões perto de infraestruturas submarinas a norte do Reino Unido, numa operação que durou mais de um mês.
- O secretário da Defesa britânico, John Healey, afirmou que a mensagem para a Rússia era clara: qualquer dano aos cabos terá consequências graves.
- O acordo de cooperação sucede o anúncio de dezembro e visa defender infraestruturas críticas, com navios britânicos e noruegueses a operar ao longo do flanco norte da NATO.
- A reportagem menciona aumento da atividade russa em águas britânicas e liga entre conflitos no Irão e na Ucrânia, associando a Moscovo apoio a drones ao Irão.
O Reino Unido e a Noruega anunciaram, em dezembro, patrulhas navais conjuntas para proteger cabos submarinos no Atlântico Norte, com uma frota de pelo menos 13 navios de guerra destinados a salvaguardar infraestruturas críticas. A ação envolve coordenação entre as marinhas britânica e norueguesa.
Durante uma operação que durou mais de um mês, as forças britânicas lideraram o monitoramento de submarinos russos suspeitos de atividade maligna na região. Segundo o secretário da Defesa britânico, John Healey, uma fragata, aviões e centenas de militares acompanharam um submarino de ataque russo e dois submarinos espiões perto de infraestruturas submersas ao norte do Reino Unido.
As forças russas teriam partido do local ao fim da operação, que Healey descreveu como uma demonstração de firmeza diante de ações sobre cabos e oleodutos britânicos. O ministro afirmou que qualquer dano seria considerado grave e com consequências proporcionais à ameaça.
Healey enfatizou que a mensagem para a Rússia é clara: a atividade perto de cabos críticos não será tolerada. O secretário reforçou que “não vamos tirar os olhos de Putin” e confirmou que o Reino Unido permanece atento a desenvolvimentos no Atlântico Norte.
O anúncio da cooperação militar ocorre num contexto de preocupações com a presença de uma “frota sombra” russa e sanções internacionais devido à invasão da Ucrânia. Em março, o Reino Unido já indicava disponibilidade para apreender navios suspeitos de violarem sanções ao transporte de petróleo, com planos de agir diretamente quando necessário.
Contexto estratégico
O acordo de cooperação integra a relação entre o Reino Unido e a Noruega, assinada após conversações entre o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o homólogo norueguês, Jonas Gahr Støre. A meta é defenderem-se conjuntamente no flanco norte da NATO, em especial em operações envolvendo cabos submarinos.
A Noruega assinou, anteriormente, um acordo de 10 mil milhões de libras para adquirir fragatas britânicas, fortalecendo a cooperação bilateral. Navios de ambos os países vão operar juntos nos mares da região norte da aliança, com impacto na vigilância de infraestruturas críticas.
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