- O vice‑presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, está na Hungria para apoiar a campanha de Viktor Orbán nas eleições de domingo (12 de abril).
- Vance disse que o Presidente da Ucrânia fez comentários escandalosos sobre Orbán, alinhando‑se com as acusações húngaras de que Kiev tenta influenciar as eleições através do fornecimento de energia.
- Budapeste acusa Kiev de interromper o fluxo de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba para influenciar o voto; a Hungria bloqueou um empréstimo da União Europeia à Ucrânia no valor de 90 mil milhões de euros.
- Zelensky afirmou que poderia indicar o responsável ao exército ucraniano; um porta‑voz alemão rejeitou alegações de interferência, destacando que a visita de Vance já aponta quem interfere.
- Moscovo afirmou que várias forças na Europa não desejam a vitória de Orbán; não houve comentário imediato da Presidência ucraniana ou da Comissão Europeia.
J D. Vance, vice-presidente dos EUA, está na Hungria a apoiar a campanha de Viktor Orbán, nas eleições de domingo. O republicano envolveu-se numa polémica ao afirmar que o Presidente ucraniano fez comentários escandalosos sobre o Primeiro-ministro húngaro, repetindo acusações de Budapeste de ingerência externa.
Durante uma visita a Budapeste, Vance disse que Orbán lhe transmitiu esses comentários de Zelensky, afirmando que é inaceitável ouvir um chefe de governo estrangeiro a ameaçar outro. O comentário surge numa altura de forte tensão entre Hungria e Ucrânia.
A relação entre os dois países é central na governação húngara, especialmente após Budapeste acusar Kiev de interromper o fluxo de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba para influenciar a votação. O país ainda bloqueou um empréstimo da UE à Ucrânia no valor de 90 mil milhões de euros, provocando críticas de Zelensky.
Na resposta, Zelensky e a União Europeia não comentaram de imediato. Um porta-voz do governo alemão afirmou que não há qualquer interferência reconhecida nas eleições e que a presença de Vance na Hungria não implica ingerência governamental de Berlim.
Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sugeriu que forças europeias não desejam a vitória de Orbán, referindo uma conversa entre Orbán e Putin divulgada pela Bloomberg. Peskov não apresentou provas de envolvimento da UE na fuga de informação.
A agenda de Orbán para as eleições de 12 de abril é apresentada como o maior desafio em 16 anos de governo, com o apoio de movimentos ligados ao MAGA de Donald Trump a ganhar relevo na Europa. A campanha ressalta temáticas nacionais e de securidade energética.
O contexto envolve também a narrativa de ingerência eleitoral no ocidente, com diferentes países e líderes a reagirem a alegadas tentativas de influenciar resultados em eleições alheias, em cenários que envolvem energia, imprensa e diplomacia.
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