- Cécile Kohler e Jacques Paris chegaram a França, desembarcando no aeroporto de Paris-Charles de Gaulle por volta das 9h00 de quarta-feira, acompanhados por equipas do Centro de Crise do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
- Estão a caminho do Palácio do Eliseu, onde vão reunir-se com Emmanuel Macron a partir das 11h30.
- Os professores estiveram detidos no Irão por três anos e meio, tendo sido libertados após terem estado na embaixada francesa em Teerão e terem saído do país pela fronteira com o Azerbaijão.
- A França afirma que não houve coordenação especial com as forças norte-americanas e israelitas para a libertação, apesar de terem viajado por rota que incluiu o Azerbaijão.
- A possibilidade de um acordo de troca de prisioneiros com Mahdieh Esfandiari foi negada pelo Eliseu, que reiterou que o processo judicial francês não estava concluído.
Cécile Kohler e Jacques Paris chegaram a França após três anos e meio de detenção no Irã. A dupla de professores desembarcou em Paris-Charles de Gaulle, por volta das 9h locais de quarta-feira, em voo comercial, acompanhados por equipas do Centro de Crise do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Foram recebidos pelas famílias e por representantes do Quai d’Orsay.
À chegada, seguiram para o Eliseu, onde, às 11h30, teriam um encontro com o presidente Emmanuel Macron. Na véspera, o chefe de Estado já tinha descrito a libertação como um “alívio profundo” para todos os envolvidos.
Os dois foram detidos desde maio de 2022, quando visitavam o Irã. Foram condenados, em outubro passado, a longas penas por alegada espionagem em favor de Israel. A França qualificou a detenção como injustificada e infundada.
Libertados no início de novembro, ficaram na embaixada francesa em Teerão sob restrições de deslocação. O retorno à França ocorreu após um conflito diplomático sobre uma possível troca de prisioneiros envolvendo a cidadã iraniana Mahdieh Esfandiari.
A agência iraniana IRNA indicou que Teerão teria chegado a acordo para libertar Kohler e Paris em troca de Esfandiari. O Eliseu, contudo, negou qualquer acordo de troca e referiu que o processo em França seguia em curso, com a defesa de Esfandiari a recorrer da condenação.
Especialistas apontam que a libertação demonstra uma leitura sensível das relações com a Europa. Macron indicou que os laços com o Irã permanecem sob pressão, sem consulta prévia aos ataques recentes. Especialistas destacam que o Irão tenta manter contactos com várias potências.
Entre as partes envolvidas permanece a incerteza sobre o desfecho do processo judicial. A França retirou uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça contra o Irã, após a decisão de Esfandiari. Os próximos dias devem esclarecer o enquadramento diplomático da libertação.
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