- O governo do Reino Unido proibiu a entrada de Kanye West no país, impedindo-o de viajar para Londres após a reação negativa à sua atuação prevista no Wireless Festival.
- O Ministério do Interior confirmou a decisão, alegando que a presença de alguém pode não ser do interesse público.
- O Wireless ainda não respondeu publicamente à decisão; patrocinadores, pressionados pela Campaign Against Antisemitism, já tinham sido avisados para manterem o boicote.
- Kanye West afirmou que pretende ir a Londres para apresentar um espectáculo de mudança e ofereceu-se para encontros com a comunidade judaica, mas não viajou.
- O historial de West inclui publicações antissemitas em 2022, expulsões de plataformas e boicotes de marcas; em 2025 pediu desculpa, mas continua proibido de entrar no Reino Unido.
O governo do Reino Unido proibiu a entrada de Kanye West no país após a controvérsia gerada pela confirmação de que o rapper iria encerrar o cartaz do festival Wireless. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Interior e justificada pela avaliação de interesse público. O festival ainda não comentou publicamente a medida.
A medida surge numa escalada de críticas desde o anúncio da participação de West. O Campaign Against Antisemitism apelou a patrocinadores para manterem o boicote, apontando que a presença do artista seria contrária aos valores de inclusão defendidos pelo país.
West reagiu na altura, dizendo que quer abordar o tema diretamente em Londres e que pretende demonstrar mudança por meio da música e de ações. Apesar disso, o governo manteve a decisão de negar a entrada ao artista.
Contexto e Reação
Antes, Melvin Benn, administrador da promotora Festival Republic, que coorganiza o Wireless com a Live Nation, defendeu West em comunicado, descrevendo as declarações passadas do músico como abomináveis, mas pediu perdão e uma segunda oportunidade.
A Campaign Against Antisemitism afirmou que a decisão do Governo está correta e destacou que o antissemitismo não tem lugar no Reino Unido. O grupo criticou a decisão do Wireless em manter o convite até ao fim, afirmando que os patrocinadores deveriam manter-se afastados.
West já enfrentou reações internacionais por declarações anteriores e comportamentos associados a episódios de antisemitismo. Em 2022, houve várias publicações consideradas ofensivas, levando à remoção de plataformas e ao afastamento de marcas.
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