- O presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou que “toda a região queimará” por causa das ações dos Estados Unidos, dizendo que Trump segue as ordens de Netanyahu.
- Ghalibaf afirmou que a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e pôr fim ao jogo perigoso.
- Trump voltou a ameaçar atacar centrais elétricas e pontes no Irão, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto, referindo-se a um dia específico para essas ações.
- Em resposta à ofensiva de 28 de fevereiro, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e realizou ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas e infraestruturas em vários países da região.
- A tensão elevou os preços do petróleo e de outras matérias-primas.
O presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo que a região pode enfrentar consequências graves devido a ações consideradas imprudentes dos Estados Unidos. Ghalibaf disse que Washington está a seguir as coordenadas de Israel, alinhando-se com o primeiro-ministro Benjamim Netanyahu.
Em publicação em inglês, o dirigente iraniano alertou que toda a região pode entrar em conflito se as políticas norte-americanas persistirem. Afirmou ainda que a única via de estabilização passa pelo respeito aos direitos do povo iraniano e pelo abandono de um jogo considerado perigoso.
A hipótese de retaliação dos EUA já tinha sido apresentada pelo próprio presidente norte-americano. Donald Trump mencionou ameaças de ataques a centrais elétricas e pontes, caso o estreito de Ormuz não permaneça aberto. As declarações foram feitas numa rede social, sem detalhe de prazos.
A 28 de fevereiro, EUA e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão. Em resposta, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e realizou ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de vários países vizinhos, incluindo Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.
A escalada regional também elevou o preço do petróleo e de outras matérias-primas, gerando incerteza nos mercados globais. A situação mantém-se tensa, com atores regionais e internacionais a monitorizarem desenvolvimentos na área do Golfo.
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