- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos poderiam “abrir” o Estreito de Ormuz e ficar com o petróleo se tivessem mais tempo, sem explicar como. A afirmação foi feita numa publicação na Truth Social.
- O Estreito de Ormuz é uma via estratégica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã e tem estado encerrado pelo Irão desde o início do conflito, o que afeta mercados e preços de energia; cerca de 13% das exportações globais de fertilizantes também passam por ali.
- Trump criticou aliados por não formarem uma força naval para reabrir o estreito e chegou a dizer que pode considerar a saída dos EUA da NATO.
- A Casa Branca apresentou uma proposta de orçamento de defesa de 1,5 mil milhões de dólares para o próximo ano, um aumento de 42% em relação a 2026, com redução de 10% de despesas não relacionadas com a defesa.
- O Pentágono também propôs, no mês anterior, 200 mil milhões de dólares para o esforço de guerra, munições e provisões.
O Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, continua a ser uma rota estratégica para o transporte de energia. Trump afirmou, numa publicação, que os EUA poderiam abrir o estreito com mais tempo e ficar com o petróleo.
A frase foi partilhada na plataforma Truth Social e não detalha como se daria a reabertura nem a origem do petróleo referido. Não há explicação oficial sobre a viabilidade técnica ou as consequências globais.
O estreito é considerado crucial para o transporte de energia mundial e também para fertilizantes que chegam à Europa. O seu encerramento aumenta a volatilidade dos mercados e eleva os custos de energia.
Orçamento de defesa proposto pelos EUA
A Casa Branca apresentou aos legisladores uma proposta de despesa de defesa de 1,5 mil milhões de dólares para o próximo ano. O documento sustenta que o aumento seria o maior desde a Segunda Guerra Mundial.
Segundo o resumo, o orçamento de 2027 representa um incremento de 42% face aos recursos de 2026. A proposta pretende também reduzir despesas não relacionadas com a defesa em 10%, transferindo competências para governos estaduais.
O Pentágono já havia apresentado, anteriormente, uma proposta de 200 mil milhões de dólares para o esforço de guerra, munições e provisões. A administração sustenta que as forças armadas devem modernizar-se face a ameaças atuais.
Trump tem criticado parceiros ocidentais por não apoiar uma maior presença naval que ajude a reabrir Ormuz, e já mencionou em entrevistas a ideia de alterações na NATO.
O Presidente reforçou recentemente a prioridade militar, em meio a uma retórica de confronto com o Congresso. O documento da Casa Branca serve como roteiro para legisladores aprovarem dotações anuais.
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