- Os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, acordaram trabalhar em conjunto para reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir as incertezas económicas globais causadas pela guerra no Médio Oriente.
- Macron chegou a Seul para uma cimeira destinada a estreitar laços e intensificar a cooperação entre ambos os países.
- Na conferência conjunta, os dois líderes reconheceram a necessidade de cooperar para estabilizar a região e assegurar a passagem marítima no Estreito de Ormuz.
- Não foi especificado como pretendem contribuir para a reabertura do Estreito, uma via crucial que liga o Irão a Omã e por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
- Foram assinados acordos sobre cadeias de abastecimento de combustível nuclear, investimento conjunto em energia eólica offshore na Coreia do Sul e cooperação em minerais críticos.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, recebeu em Seul o presidente de França, Emmanuel Macron, para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz e reduzir incertezas económicas globais geradas pela guerra no Médio Oriente. A reunião ocorreu numa altura de tensão regional.
Os dois líderes acordaram trabalhar em conjunto para reassentar a segurança da via marítima que liga o Irão e Omã, responsável por um quinto do petróleo mundial. Não foram apresentadas soluções específicas nem detalhes operacionais durante a conferência conjunta.
Lee destacou a determinação de cooperação para estabilizar a situação no Médio Oriente e garantir o fluxo de hidrocarbonetos pelo Estreito. Macron reiterou o papel conjunto de França e Coreia do Sul, sem confirmar planos concretos de intervenção.
Cooperação e objetivos
Ambos os chefes de Estado sinalizaram alargar a cooperação em tecnologia, energia e setores estratégicos. Assinaturas entre França e Coreia do Sul incluíram cooperação em cadeias de abastecimento de combustível nuclear, investimento conjunto em energia eólica offshore e colaboração em minerais críticos.
Funcionários de Seul e Paris sublinharam que a reabertura do Estreito por via militar não é vista como viável. As autoridades sul-coreanas asseguraram manter contacto com Washington, sem pretender pagar taxas de trânsito ao Irão para manter o fluxo.
Contexto internacional
A cimeira acontece em meio a críticas de Donald Trump aos aliados pelos apoios à guerra no Médio Oriente. O discurso do presidente norte-americano elevou as dúvidas sobre o compromisso de Washington com bases na Coreia do Sul e no Japão, aliados estratégicos da região.
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