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Crianças ucranianas sob mira de arma por forças russas em Kherson

Caso documenta rapto e deportação forçada de quinze crianças ucranianas em Kherson, com transferência para a Rússia e coerção por militares russos

Crianças brincam num quintal na aldeia libertada de Kyselivka, 15 de novembro de 2022
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  • O Procurador-Geral da Ucrânia apresentou queixa contra um militar russo envolvido na transferência ilegal de 15 crianças ucranianas de Novopetrivka, Kherson, ocorrida entre março e novembro de 2022.
  • As crianças, a cargo da directora da escola e do marido, foram escoltadas por cerca de 20 militares armados para Stepanivka, onde ficaram cerca de três meses.
  • Em 19 de outubro de 2022, foram transferidas para além da região: barco até Oleshky, autocarro para Armyansk, comboio para Dzhankoi e, por fim, Anapa, na Rússia, para uma instituição de acolhimento.
  • Os documentos relatam que as crianças foram obrigadas a cantar o hino russo, a participar em eventos de propaganda e a não falar ucraniano, num contexto de pressão psicológica constante.
  • A investigação afirma que não havia motivo para a evacuação e que já há dados de mais de 19.000 crianças sob escrutínio; 15 regressaram à Ucrânia, com esforços internacionais para localizar outras crianças deportadas.

O Procurador-Geral da Ucrânia apresentou uma queixa contra um militar das Forças Armadas russas, acusado de organizar e participar na transferência ilegal de 15 crianças ucranianas para a Rússia. O caso ocorreu em Novopetrivka, Kherson, durante a ocupação russa entre março e novembro de 2022.

De acordo com documentos oficiais obtidos pela Euronews, a diretora da escola local e o marido foram envolvidos na tentativa de manter as crianças seguras, mas a situação evoluiu para uma retirada forçada sob vigilância de cerca de 20 militares. Três soldados ficaram na escola para impedir saídas.

Em outubro de 2022, as crianças foram transferidas para Oleshky, Armyansk e, por fim, Anapa, na Rússia. Posteriormente, foram colocadas numa instituição de acolhimento russo, onde foram obrigadas a cantar o hino russo, participar em eventos de propaganda e não falar ucraniano.

O Ministério Público ucraniano sustenta que não havia motivo para evacuação, já que a escola dispunha de alimentação, medicamentos e abrigo, sem hostilidades próximas. O caso integra uma denúncia mais ampla sobre deportação de menores em território ocupado.

Até ao momento, a Ucrânia investiga casos adicionais, com dados ainda a verificar sobre o total de crianças afetadas. A procuraria reforça que o objetivo é responsabilizar quem organizou e executou estas ações com uso de armas e coerção.

As investigações preliminares foram conduzidas pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU). Procuradores preparam-se para processar os arguidos, com previsões de pena entre oito e 12 anos de prisão, conforme o código ucraniano.

Esforços de repatriação continuam, com a Ucrânia a trabalhar com parceiros internacionais para localizar e devolver crianças deportadas. A internationalização do caso pretende documentar os crimes para tribunais nacionais e internacionais.

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