- Cerca de quarenta países pediram a reabertura imediata do estreito de Ormuz e sinalizaram possíveis sanções.
- Houve novos ataques norte‑americanos no Irão e dois civis morreram numa ponte perto de Teerão; Trump avisou que “muito mais se seguirá” e pediu acordo antes que seja tarde demais.
- O petróleo Brent subiu mais de oito por cento após a mensagem de Trump.
- Ministers de mais de quarenta países reuniram‑se em formato virtual para exigir a reabertura de Ormuz e respeito pela liberdade de navegação; Portugal foi representado por Paulo Rangel.
- O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que uma operação militar é irrealista e defendeu concertação com Teerão, criticando as declarações de Trump sobre o Irão e a NATO.
Cerca de 40 países pediram a reabertura imediata do estreito de Ormuz e adiantaram a possibilidade de sanções, em meio a novos ataques norte-americanos no Irão. A Casa Branca deixou claro que a guerra pode intensificar-se caso Teerão não chegue a acordo.
Na madrugada de hoje, o presidente dos EUA reiterou, via rede nacional, que o conflito pode intensificar-se e chamou Teerão a negociar. O discurso durou cerca de 20 minutos, repetindo a intenção de avançar com operações se não houver acordo, sem apresentar novidades estratégicas.
O Brent reagiu de forma abrupta, com o preço do petróleo a subir mais de 8%. Analistas apontam que a incerteza geopolítica volta a pesar sobre os mercados a níveis altos desde os últimos conflitos na região.
Reunião internacional e propostas sobre Ormuz
Mais de 40 países reuniram-se por videochamada, a pedido do Reino Unido, para debater o estreito. O encontro contou com a participação de Portugal, representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Foi pedida a reabertura imediata e incondicional do canal de navegação e o respeito pela liberdade de navegação.
O grupo sugeriu novas sanções contra o Irão, afirmando que o país tenta retirar estabilidade à economia global. Entre as prioridades destacou-se assegurar o trânsito de fertilizantes por Ormuz, considerado essencial para evitar crises alimentares, especialmente nações africanas.
Reações internacionais
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que uma intervenção militar para libertar Ormuz é irrealista, defendendo uma estratégia de concertação com o Irão. Macron também lamentou a conjugação de mensagens contraditórias sobre o Irão e a NATO emitidas por Donald Trump.
Entre na conversa da comunidade