- Oito países de maioria muçulmana condenaram veementemente a decisão de Israel de aprovar uma lei que torna o enforcamento a sentença por defeito para palestinianos condenados em tribunais militares por ataques fatais.
- A lei, aprovada pelo Parlamento israelita na segunda-feira, aplica-se a homicídios cujos ataques visem pôr fim à existência de Israel, o que, segundo os críticos, pode significar penalizar apenas palestinianos, não israelitas judeus.
- O presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, condenou a legislação, chamando-a violação do direito internacional e uma tentativa de intimidar os palestinianos.
- Paquistão, Turquia, Egipto, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos consideraram a lei uma “escalada perigosa” e apelaram à contenção de ações que possam inflamar ainda mais as tensões; o Taliban no Afeganistão também criticou.
- Aliados ocidentais de Israel expressaram preocupação — a União Europeia, a Alemanha e o Canadá também contestaram a medida — e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu suavizar alguns pontos da lei para evitar reacções negativas.
Oito países de maioria muçulmana condenaram veementemente a decisão de Israel de aprovar uma lei que determina a pena de morte para palestinianos condenados em tribunais militares por ataques fatais. A aprovação ocorreu no Parlamento israelita na segunda-feira. A medida é considerada por críticos como discriminatória.
Segundo o comunicado conjunto divulgado pelo Paquistão, a lei poderia visar apenas palestinianos, não israelitas judeus, e é vista como uma escalada que pode inflamar ainda mais as tensões no terreno. Mahmoud Abbas classificou a legislação como violação do direito internacional.
Paises também queixam-se de que a lei é uma tentativa de intimidar a população palestiniana. Além do Paquistão, assinalam Turquia, Egipto, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O texto chama a atenção para a responsabilização internacional.
O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão sublinha a urgência de evitar medidas que agravem a violência. O governo afegão, por meio do regime talibã, descreveu a lei como opressiva e pediu intervenção de organizações internacionais.
Reações ocidentais e contexto regional
Críticas semelhantes chegaram de aliados de Israel na Europa, com a União Europeia e a Alemanha a expressarem preocupação. O Canadá também manifestou reservas relativamente à medida, num momento de escrutínio sobre a violência na Cisjordânia.
Defensores da lei argumentam que a pena de morte pode dissuadir ataques contra israelitas ou sequestros para trocas de prisioneiros. Netanyahu pediu, de forma discreta, que alguns pontos da legislação sejam suavizados para mitigar a reação internacional.
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