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Eurodeputada francesa detida em Paris por apologia do terrorismo

Eurodeputada franco-palestiniana detida em Paris por apologia do terrorismo, ligada a uma publicação sobre o atentado de 1972; investigação envolve outros ativistas

Rima Hassan numa manifestação de apoio à Palestina
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  • A eurodeputada Rima Hassan foi detida em Paris por apologia do terrorismo, sob regime de detenção preventiva, segundo meios franceses.
  • A detenção decorre de uma investigação sobre uma publicação nas redes sociais que aludia a um atentado de 1972 no aeroporto de Telavive, mencionando Kozo Okamoto; Hassan apagou a publicação após ser intimada.
  • A investigação de 2024 teve início após uma entrevista, no final de novembro, ao Le Crayon, em que Hassan afirmou que o Hamas tinha medidas legítimas contra Israel, o que a deputada descreveu como uma edição enganosa da sua resposta.
  • A deputada Mathilde Panot, também do partido França Insubmissa, foi chamada pela polícia a depor no âmbito da mesma investigação.
  • Hassan participou na flotilha Global Sumud rumo à Faixa de Gaza; o Hamas é considerado organização terrorista na União Europeia e nos Estados Unidos; Hassan nasceu na Síria e viveu em campo de refugiados antes de chegar a França.

A eurodeputada franco-palestiniana Rima Hassan foi detida em Paris por alegada apologia do terrorismo, segundo informações veiculadas por meios franceses. A detenção ocorreu no âmbito de uma investigação sobre uma publicação nas redes sociais ligada a um atentado em Telavibe em 1972.

De acordo com o Le Parisien, Hassan foi intimada sob regime de detenção preventiva, numa situação descrita por uma fonte do movimento França Insubmissa (LFI) como atípica, dado o histórico de comparências da deputada. A mesma fonte confirmou a notícia à AFP.

A investigação, iniciada em 2024 após uma entrevista dada pela legisladora ao Le Crayon, envolve declarações consideradas favoráveis ao Hamas, grupo classificado como terrorista pela UE e por vários países. Hassan já tinha sido interrogada pela polícia de Paris há dois anos no âmbito do mesmo inquérito.

Contexto institucional

A deputada Mathilde Panot, também do LFI, foi chamada para prestar declarações no âmbito da mesma investigação. Hassan, nascida na Síria, viveu parte da infância num campo de refugiados perto de Aleppo antes de chegar à França aos 10 anos. Em 2022, foi reconhecida pela Delegação Interministerial para o Acolhimento e a Integração como uma autora inspiradora. Em 2024 participou na flotilha Global Sumud, que visava entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Situação atual

A procuradoria não divulgou pormenores adicionais sobre prazos ou diligências em curso. Hassan já havia sumariado contactos públicos com o tema do conflito israelo-palestiniano, mencionando a fação de que Israel é uma entidade colonial, entre outras observações contestadas pela comunidade internacional. A defesa não foi anunciada publicamente.

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