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Primeiro-ministro sueco permite entrada de extrema-direita no governo

Kristersson admite incluir os Democratas Suecos no Governo se a maioria da direita vencer, marcando viragem política e maior controlo da imigração

O primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson
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  • O primeiro-ministro Ulf Kristersson disse que o seu partido Moderados vai permitir que os Democratas Suecos entrem no Governo caso a direita obtenha maioria nas eleições de 13 de setembro.
  • Os Democratas Suecos foram criados em 1988 por antigas figuras de grupos de extrema-direita e, sob Jimmie Akesson, cresceram para 20,5% nas legislativas de 2022.
  • O partido aproximou-se do centro, mas mantém uma linha rígida na imigração; até agora dependia do apoio dos Moderados sem ocupar lugares no executivo.
  • Os Liberais, aliado menor, já disseram estar dispostos a aceitá-los num futuro executivo, considerado por Kristersson como um ponto de viragem.
  • Kristersson continuará como candidato a primeiro-ministro, com os Democratas Suecos a assumir responsabilidades significativas em matéria de imigração.

O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, afirmou que o seu partido de centro-direita irá permitir que um adversário de extrema-direita entre no Governo, caso as eleições deste ano devolvam uma maioria à direita. A decisão envolve integrar o partido Democratas Suecos na esfera política convencional, sem atribuir lugares no executivo a este grupo de forma automática.

Kristersson lidera um governo de coalizão desde 2022, apoiado pelos Democratas Suecos para obter maioria parlamentar, mas ainda sem participação direta no Executivo. Os Democratas Suecos foram criados em 1988 por pessoas com ligações a grupos de extrema-direita, incluindo neonazis. Núcleo do partido evoluiu para uma posição mais central, expulsando membros abertamente racistas sob Jimmie Akesson, que dirige a formação desde 2005.

Alinhamento e contornos da mudança

Com a subida de Akesson, os Democratas Suecos passaram a ser o segundo maior partido da Suécia, alcançando 20,5% dos votos em 2022, à frente do Partido Moderado. Apesar da aproximação ao centro, a linha sobre imigração mantém-se firme. O crescimento do partido reflete uma tendência observada em vários países europeus.

Um ponto de viragem, segundo Kristersson, ocorreu com o sinal dado pelos Liberais, parceiros minoritários no Governo, que indicaram disponibilidade para integrar os Democratas Suecos no futuro Executivo. Kristersson descreveu a decisão como corajosa durante a conferência de imprensa em que anunciaram o acordo com Akesson, citado pela agência TT.

Contexto político e perspetivas

O acordo prevê que Kristersson permaneça como candidato a primeiro-ministro, mesmo que o Democratas Suecos venham a ser o partido mais votado. A atribuição de responsabilidades significativas em matéria de imigração ficará com o partido de Akesson, segundo o anúncio. O objetivo é manter um Governo operacional face a crises globais em curso.

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