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NATO pode ser dano colateral da guerra de Trump no Oriente Médio

O retorno de Trump agrava a crise da NATO, com aliados europeus a discutir maior participação na defesa europeia e potenciais impactos na aliança

Desde o regresso de Trump ao poder, os episódios de tensão e crispação têm-se multiplicado
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  • Desde o regresso de Trump ao poder, as tensões em torno da NATO têm-se multiplicado, com críticas à suposta recusa de ajudar os EUA no Irão.
  • Trump acusou os aliados europeus de não intervirem para garantir a segurança do estreito de Ormuz, alegadamente bloqueado desde o início da guerra no Irão.
  • O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, disse que os europeus estiveram atrasados a responder por não terem sido avisados previamente dos ataques, mas estão a discutir a questão.
  • O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que 35 países vão agir em conjunto na segurança marítima no Golfo; Trump já criticou as alianças, e Rubio pediu reavaliação da NATO.
  • O Governo alemão disse que a NATO não está acabada, enquanto França defende maior participação europeia na defesa; reforçar o pilar europeu é visto como necessário.

Desde o regresso de Donald Trump ao poder, a tensão na relação entre os EUA e os seus aliados tem-se intensificado, com foco na NATO. A atitude de Washington já suscitou críticas de analistas e de diplomatas sobre o futuro da aliança.

A crise teve como marco inicial a ofensiva norte-americana e israelita no Irão, a partir de 28 de fevereiro, que agravou o ressentimento de Trump em relação aos aliados europeus. Trump acusa-os de falharem na proteção de interesses dos EUA.

Ivo Daalder, ex-embaixador dos EUA na NATO, descreveu a situação como a pior crise já enfrentada pela aliança, apontando deterioração nas relações entre a Administração e os governos europeus. Ao mesmo tempo, França e Alemanha veem sinais de esforço para manter a coesão.

A NATO tem sido alvo de críticas de Trump por supostamente continuar a exigir sacrifícios dos EUA sem contrapartidas. O presidente já questionou o custo anual de proteção da aliança e recusas de participação em questões estratégicas, como o estreito de Ormuz.

Mark Rutte, secretário-geral da organização, tem tentado acalmar a polémica, referindo que os aliados não foram informados com antecedência dos ataques, o que atrasou respostas, mas que há diálogo em curso sobre a cooperação.

Entre líderes europeus, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou uma reunião com 35 países para coordenar ações marítimas no Golfo, com nova sessão prevista ainda nesta semana. A gestão conjunta da segurança tem sido defendida.

O senador Marco Rubio, tradicionalmente moderado, juntou-se a Trump em críticas à NATO, sugerindo que, após o conflito, pode ser necessário reavaliar o papel da aliança para os EUA, o que aumenta a incerteza entre aliados.

O Governo alemão assegurou que a NATO não está acabada, classificando as declarações de Trump como um fenómeno recorrente. Em Bruxelas, a ideia de reforçar o pilar europeu da defesa ganhou força entre responsáveis comunitários.

A ministra francesa Alice Ruffo indicou que a Europa deve assumir mais responsabilidade na defesa coletiva, destacando uma mensagem que os Estados Unidos repetem com maior insistência. A avaliação é de que a situação exige respostas coordenadas.

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