- Irão lançou a maior salva de mísseis contra Israel nas três semanas de conflito, dirigidos principalmente ao centro do país, durante a Páscoa judaica.
- A Força de Defesa de Israel informou ter detetado o sexto míssil do dia minutos depois, após o lançamento inicial de cerca de dez mísseis balísticos.
- A maioria dos mísseis era de fragmentação, o que aumenta o risco para civis caso as munições não detonem no impacto.
- Nas últimas duas semanas, os disparos iranianos reduziram-se para cerca de dez a quinze mísseis por dia, em comparação com noventa no primeiro dia da guerra.
- Os Guardas Revolucionários reiteraram que o Estreito de Ormuz continuará fechado a inimigos; foi reportado modo de ataque a um petroleiro próximo ao Qatar, sem vítimas, enquanto se aumentam pressões sobre os mercados de energia.
Durante a noite de quarta-feira, o Irão lançou uma grande salva de mísseis balísticos contra Israel, marcando o início da Páscoa judaica. As sirenes soaram no centro de Israel, onde a ofensiva foi a maior desde o início do conflito.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram ter detetado o lançamento de cerca de 10 mísseis balísticos rumo a áreas centrais do país, com outro míssil identificado poucos minutos depois, elevando o total do dia para seis lançamentos. A Rádio do Exército indicou que a maioria eram munições de fragmentação.
A ofensiva de hoje sucede semanas de diminuição do volume de ataques, com médias de 10 a 15 mísseis diários nos últimos dias, em contraste com cerca de 90 no primeiro dia de guerra. Fontes militares não detalharam números adicionais de posições atingidas.
Entre as informações recolhidas, as autoridades israelitas indicaram que as bombas de fragmentação representam risco elevado para civis, dada a possibilidade de fragmentos não explosivos que podem ferir peões desprotegidos.
Trump voltou a comentar o conflito, afirmando numa rede social que o presidente iraniano pediu cessar-fogo, algo que Teerão negou veementemente, mantendo a posição de abrir o estreito de Ormuz apenas quando garantidas certas condições.
O Irão manteve a posição de não negociar um fim à guerra com Washington e anunciou novos ataques contra Israel e países aliados dos EUA no Golfo. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros descreveu a alegação de cessar-fogo como falsa e sem fundamento.
Na região, Teerão reiterou que o estreito de Ormuz permanecerá fechado aos “inimigos” do país, enquanto os guardas revolucionários afirmaram ter atingido um petroleiro no Golfo, alegadamente pertencente a Israel. Uma agência britânica de segurança marítima confirmou danos, sem registar vítimas, ao navio atingido próximo ao Qatar.
Crise energética
A retórica de Trump moderou o tom de algumas oscilações de mercado, com quedas iniciais no preço do petróleo na terça-feira. Contudo, o bloqueio de Ormuz elevou o custo global da energia, gerando volatilidade em mercados europeus e norte-americanos.
Registos recentes indicam que o preço médio da gasolina nos EUA ultrapassou os 4 dólares por galão, um valor não visto há quatro anos. A inflação europeia também acelerou, levando governos a anunciar medidas de apoio.
A Grã-Bretanha anunciou planos para organizar uma cimeira de cerca de 35 países com o objetivo de discutir a reabertura do estreito. A comunidade internacional permanece atenta aos desdobramentos e à evolução dos conflitos na região.
Entre na conversa da comunidade