- A grande maioria dos eurodeputados (mais de três quartos dos grupos) está contra o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e apoia, em parte, Péter Magyar, líder da oposição.
- A oposição vê as próximas eleições na Hungria como um momento decisivo para o futuro da UE, com muitos a desejar derrubar Orbán para restaurar o Estado de direito.
- Magyar recebe apoio mesmo de parte da esquerda europeia, apesar de discordâncias em questões como ambiente, migração e direitos LGBTQ+.
- Orbán é visto por muitos como próximo de Vladimir Putin, o que alimenta o consenso entre a maioria dos eurodeputados de que a sua derrota seria benéfica para a segurança europeia.
- No parlamento, alguns aliados de Orbán, como Marine Le Pen e Matteo Salvini, manifestaram apoio, mantendo o Fidesz no grupo Patriotas pela Europa.
O Parlamento Europeu aproxima-se do momento decisivo para a Hungria, com as eleições nacionais a realizarem-se em breve. A grande maioria dos eurodeputados quer ver a derrota de Viktor Orbán e tem vindo a apoiar o opositor Péter Magyar, líder do Tisza, numa campanha que se intensifica em Bruxelas.
Segundo análises de grupos de trabalho no Parlamento, mais de três quartos dos eurodeputados manifestam posição contrária a Orbán e favorável a Magyar, em especial devido a disputas em áreas como o Estado de direito e a gestão de fundos da UE. A Comissão Europeia mantém-se cautelosa.
O debate frequente entre Bruxelas e Budapeste intensifica-se dois meses após revelações sobre telefonemas entre o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro e o ministro russo Lavrov, o que agrava a perceção de alinhamento com a política externa russa. Autores de várias bancadas associam Orbán a uma linha pró-Putin.
Observadores destacam que uma derrota de Orbán poderia aliviar tensões internas da UE, sobretudo perante críticas a corrupção, à erosão do Estado de direito e à imprensa independente. O cenário é visto como um teste à unidade europeia em torno de princípios democráticos.
Péter Magyar surge como a esperança de grande parte do hemiciclo, com apoio transversal que vai além do PPE. A oposição tem contado com adesões de setores de esquerda, ainda que haja divergências em áreas como ambiente, migração e direitos LGBTQ+.
Na prática, a esquerda e os liberais apoiam a ideia de uma mudança de governo que permita restaurar uma democracia mais estável, ao passo que Orbán permanece com uma base de sustentação sólida entre nacionalistas e alguns eurodeputados conservadores.
Entre os apoios relevantes, destacam-se líderes de outros países europeus que elogiam o regresso a uma postura mais dura face à migração e à política da UE. O Fidesz integra o grupo Patriotas pela Europa, sendo o governo húngaro parte de uma aliança que ultrapassa fronteiras partidárias.
Autodeclarados aliados de Orbán no Parlamento Europeu incluem diversos eurodeputados de forças de direita nacionalistas, que destacam a visão de segurança e de soberania nacional. No entanto, o alinhamento entre grupos permanece heterogéneo, sem uma posição única.
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