- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, condenou o ataque israelita que, na véspera, matou três jornalistas libaneses, descrevendo-o como assassinato seletivo e violação do direito internacional.
- Entre as vítimas estão Fatima Ftouni, correspondente da al-Mayadeen, e um correspondente da al-Manar; o carro em que seguiam foi atingido na região de Jezzine, e o irmão de Ftouni, operador de câmara, também morreu.
- A al-Mayadeen confirmou a morte de Ftouni; a al-Manar informou já a morte do seu correspondente de guerra.
- O ataque insere-se numa ofensiva no Médio Oriente, com retaliação iraniana e negociações indiretas entre Estados Unidos e Irão, mediadas pelo Paquistão; Donald Trump adiou até 6 de abril o ultimato ao Irão para desbloquear o estreito de Ormuz.
- Na quinta-feira registou-se um incidente com uma equipa da CNN na Cisjordânia; a Associação de Imprensa Estrangeira condenou o uso de violência e a detenção dos jornalistas, enquanto o exército israelita prometeu investigação.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, condenou o ataque israelita que, na véspera, tirou a vida de três jornalistas libaneses. Considera o ato um assassinato seletivo e uma violação do direito internacional.
Segundo fontes militares, Fatima Ftouni, correspondente da al-Mayadeen, e Ali Shouaib, repórter da al-Manar, foram mortos num ataque aéreo que visou o carro em que seguiam, na região de Jezzine. O irmão de Ftouni, operador de câmara, também morreu.
A al-Mayadeen confirmou a morte de Ftouni na rede Telegram, enquanto a al-Manar informou a morte do seu correspondente de guerra. O Exército israelita indicou que Ali Shouaib poderia pertencer à unidade al-Radwan do Hezbollah.
Contexto regional e respostas
A ofensiva coordenada entre os EUA e Israel já durou um mês, e o Irão afirmou ter respondido com drones e mísseis a alvos de países aliados de Washington no Médio Oriente. Washington e Teerão mantêm negociações indiretas mediadas pelo Paquistão.
Na véspera, houve também um incidente envolvendo jornalistas da CNN. A AIE denunciou violência e detenção de uma equipa em Tayasir, na Cisjordânia, durante cobertura de conflitos com colonos. O exército israelita anunciou abertura de investigação.
Entre na conversa da comunidade