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Paquistão reúne países da região para discutir o Irão e Ormuz

Paquistão, Turquia, Egipto e Arábia Saudita discutem fim da guerra e possível consórcio para gerir fluxos de petróleo via Ormuz

Ministros do Paquistão, Turquia, Egipto e Arábia Saudita reuniram-se este domingo
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  • O Paquistão recebeu, em Islamabad, uma reunião com Turquia, Egipto e Arábia Saudita para procurar formas de pôr fim duradouro à guerra na região, com foco na reabertura do estreito de Ormuz.
  • As discussões inicializadas centraram‑se em propostas para facilitar o tráfego de petróleo no Golfo e em possíveis negociações entre os Estados Unidos e o Irão.
  • Propostas apresentadas à Casa Branca incluíam estruturas de taxas semelhantes às do Canal de Suez; surgiram ainda ideias de um consórcio para gerir os fluxos de petróleo através de Ormuz, com participação possível do Paquistão—a cuja participação Islamabad não foi formalmente convidada.
  • O estreito de Ormuz era responsável por boa parte do fornecimento mundial de petróleo, mas o Irão bloqueou o tráfego marítimo na região em resposta a ataques, elevando os preços globais do petróleo.
  • A China expressou apoio à iniciativa; o Irão concordou em permitir a passagem de mais 20 navios paquistaneses pelo estreito, e houve contactos entre o chefe do Exército paquistanês e o vice‑presidente dos EUA.

O Paquistão recebeu neste domingo uma reunião com a Turquia, o Egipto e a Arábia Saudita, em Islamabad, para discutir formas de mediar o fim da guerra com o Irão. O foco inicial incidiu na reabertura do estreito de Ormuz à navegação, segundo fontes envolvidas no processo.

No final do dia, o ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês, Ishaq Dar, disse que os seus homólogos exploraram opções para um fim duradouro na região e que houve informações sobre potenciais negociações entre EUA e Irão em Islamabad. As discussões ocorrem num momento de tensão no Golfo.

Os participantes apresentaram propostas a Washington sobre o tráfego marítimo no Golfo, avançando com uma linha de estabilização dos fluxos de navegação, segundo cinco fontes ouvidas pela Reuters. O estreito de Ormuz já movia perto de um quinto do fornecimento mundial de petróleo antes de ter o tráfego bloqueado por ações do Irão.

Propostas para Ormuz

Uma fonte paquistanesa indicou que propostas apresentadas já foram encaminhadas à Casa Branca, incluindo modelos com estruturas de taxas semelhantes às do Canal de Suez. Duas fontes acrescentaram que pode emergir um consórcio para gerir os fluxos de petróleo pela via marítima, com o Paquistão a ser convidado, mas Islamabad não estaria formalmente incluído.

As fontes também apontaram que as propostas foram discutidas com EUA e Irão. O chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, tem mantido contactos regulares com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, segundo as mesmas informações. Os ministérios do Egipto e do Paquistão não comentaram.

Uma diplomata turca afirmou que a prioridade de Ancara é obter um cessar-fogo, com a passagem segura de navios a ser considerada uma medida de confiança. O Irão havia sinalizado aos EUA contras uma ofensiva terrestre, enquanto os preços do petróleo subiam com a escalada regional.

Antes das reuniões, Dar reuniu-se separadamente com os homólogos turco e egípcio. Em X, o ministro afirmou que o Irão concordou em permitir a passagem de mais 20 navios paquistaneses pelo estreito de Ormuz. O governo saudita e a Casa Branca não responderam de imediato aos pedidos de comentário.

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