- Trump indicou que os Estados Unidos estudam reduzir a presença militar na Alemanha, com uma decisão a ser tomada num curto espaço de tempo, enquanto discute com o chanceler Friedrich Merz sobre a guerra EUA–Israel contra o Irão.
- Merz tinha afirmado que Washington estava a ser “humilhado” pela liderança iraniana e criticou a estratégia dos Estados Unidos na guerra.
- A presença norte‑americana na Alemanha inclui as sedes do Comando Europeu e do Comando Africano, a Base Aérea de Ramstein e o Centro Médico Regional de Landstuhl.
- O histórico recente mostra que Trump já tinha considerado reduzir tropas na Alemanha no seu primeiro mandato; em 2020 anunciou a retirada de cerca de 9.500 dos 34.500 soldados, mas o processo não chegou a avançar, e Biden suspendeu a retirada formalmente.
- Merz disse que o encerramento do Estreito de Ormuz afecta a Europa e o abastecimento global de petróleo, reforçando a preocupação com o conflito; a relação entre Merz e Trump mantém-se tensa, embora a Alemanha afirme manter diálogo com a Administração.
Donald Trump pondera reduzir as tropas americanas na Alemanha, numa altura de tensão diplomática entre Washington e Berlim sobre a guerra no Irão. A nota pública surgiu numa altura em que o presidente norte-americano discute com o chanceler alemão Friedrich Merz a estratégia da NATO e a intervenção dos EUA no Médio Oriente.
Merz, por seu lado, criticou a gestão da guerra pelos EUA, afirmando que Washington tem demonstrado uma falta de estratégia. A notícia chega pouco depois de Merz ter dito que a liderança iraniana tem feito de Washington um objeto de humilhação, de acordo com reportagens anteriores.
Redução de tropas: sinais e contextos
Trump confirmou que os Estados Unidos estão a avaliar uma possível redução de forças na Alemanha, com decisão a ser tomada num curto espaço de tempo. A presença norte-americana na Alemanha inclui a sede do Comando Europeu e do Comando Africano, além da Base Ramstein e do Centro Médico Regional de Landstuhl.
A discussão sobre a presença militar na Alemanha ocorre em meio a críticas à NATO, com Trump a questionar o papel da aliança na guerra atual contra o Irão. A relação entre as lideranças tem sido tensa, após encontros entre Merz e Trump na Casa Branca.
Histórico e impactos
Durante o primeiro mandato, Trump já tinha anunciado a retirada de uma parte considerável das tropas alemãs, embora o processo não tenha avançado. Em 2020, chegou a considerar a retirada de cerca de 9.500 militares; a mudança não foi implementada e foi suspensa por Biden em 2021.
Merz afirmou que a relação pessoal com Trump permanece estável, mas revelou dúvidas sobre o desenrolar da guerra no Irão. O chanceler salientou que Berlim e Washington devem trabalhar numa estratégia conjunta até que haja uma solução para o conflito regional.
Contexto energético e económico
Merz também apontou impactos económicos globais, com o encerramento do Estreito de Ormuz a afetar o abastecimento de petróleo. A esse respeito, o líder alemão pediu resolução do conflito para evitar danos adicionais à economia mundial, destacando a importância de uma solução diplomática.
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