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Ajuda humanitária e fertilizantes sob a guerra no Irão e bloqueio de Ormuz

Bloqueio do Estreito de Ormuz perturba entrega de ajuda humanitária e fertilizantes, elevando custos logísticos e o risco de escassez agrícola global.

Um representante da UNICEF na Somália sorri para uma mãe de duas crianças gémeas subnutridas no Hospital de Referência de Dolow, no sul da Somália.
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  • O bloqueio do Estreito de Ormuz está a perturbar cadeias de abastecimento, dificultando a entrega de ajuda humanitária e de fertilizantes essenciais.
  • Na Somália, a UNICEF teme atrasos na entrega de bens básicos como vacinas e ajuda alimentar, com custos de transporte a aumentar entre 30% e 60%, ou mesmo duplicar em algumas rotas.
  • O aumento dos custos de combustível devido ao bloqueio pode fazer com que mais crianças fiquem sem assistência.
  • Cerca de 25% do abastecimento mundial de fertilizantes passa pelo Estreito de Ormuz, o que aumenta o risco de escassez e de subida de preços em países dependentes, como a Somália e o Quénia.
  • O preço do gás natural, componente-chave de alguns fertilizantes, também está a subir, ameaçando a produção no início da época de semeadura no hemisfério norte.

O bloqueio do Estreito de Ormuz continua a perturbar as cadeias de abastecimento, dificultando a entrega de ajuda humanitária e de fertilizantes para culturas. A situação agrava a cena de crise humanitária em várias regiões afetadas pela guerra no Irão.

A UNICEF alerta para incertezas na distribuição de bens essenciais, como vacinas e alimentação, a cerca de 3.000 quilómetros de distância, na Somália. A agência teme que impede a chegada tempestiva de ajuda aos mais vulneráveis, com custos de transferência a subir.

A organização sublinha que as mudanças de itinerário e os atrasos podem aumentar o preço do transporte entre 30% e 60%, ou até duplicar em algumas rotas, elevando a pressão sobre serviços de saúde e proteção de crianças.

Fertilizantes

A outra face da crise reside na escassez e no aumento de preços de fertilizantes, com impactos na produção agrícola mundial. O Estreito de Ormuz, que está quase parado, recebe cerca de 25% do fornecimento global, segundo o Programa Alimentar Mundial (PAM).

Países como a Somália e o Quénia dependem fortemente de importações do Golfo para fertilizantes, o que agrava a vulnerabilidade económica agrícola. A redução de oferta tende a elevar custos de produção para agricultores locais.

Além disso, o preço do gás natural, componente de vários fertilizantes, está a subir, coincidindo com a época de semeadura no hemisfério norte e aumentando a pressão sobre a produção agrícola futura.

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