- Dinamarca realiza eleições antecipadas para escolher o parlamento, o Folketing, com 179 lugares, e Mette Frederiksen procura o terceiro mandato.
- As sondagens apontam para um parlamento fragmentado, com a maioria improvável para qualquer bloco, apesar da vantagem de nove lugares da coligação de esquerda sobre a direita.
- A campanha tem foco em questões internas, como inflação, pensões, custo de vida e impostos sobre a riqueza, com a Gronelândia a não ser um tema central.
- À direita, dois candidatos delineiam a hipótese de substituir Frederiksen: Troels Lund Poulsen, do Venstre, e Alex Vanopslagh, da Aliança Liberal.
- O Partido Popular Dinamarquês, anti-imigração, surge como possível elemento decisivo num resultado muito ajustado, enquanto o papel dos Moderados pode também influenciar o desfecho.
A Dinamarca vota hoje em eleições antecipadas para escolher o parlamento e avaliar a continuidade de Mette Frederiksen no governo, já que a primeira-ministra procura um terceiro mandato. A votação acontece numa região em que o debate económico domina a agenda, com foco na inflação, pensões e impostos. A crise internacional que envolveu a Gronelândia e as negociações com os EUA ajudou a provocar a antecipação eleitoral.
As sondagens apontam para um parlamento fragmentado, com a esquerda liderada por Frederiksen a beneficiar de uma vantagem de nove lugares sobre a direita, mas sem perspetiva de maioria de 179 lugares no Folketing. Frederiksen tem defendido estabilidade e uma linha firme em áreas como migração e apoio à Ucrânia.
Do lado da oposição, dois candidatos de centro-direita disputam a vaga de primeiro-ministro. Troels Lund Poulsen, do Venstre, liderou várias administrações, enquanto Alex Vanopslagh, da Aliança Liberal, defende impostos mais baixos e menos burocracia. O Partido Popular Dinamarquês também aparece como possível determinante caso o resultado seja estreito.
A Gronelândia dominou a política do governo nos últimos meses, mas não é tema central da campanha atual, que se centra na inflação, no estado social e na gestão de recursos hídricos, como os nitratos nas águas agrícolas. A gestão de Frederiksen tem sido marcada por uma postura firme frente a pressões externas.
Além de Frederiksen, o governo de coligação tripartido conta com apoio dos Verdes e de outros partidos de centro. O resultado poderá depender ainda de quatro lugares no estrangeiro, ocupados pela Gronelândia e pelas Ilhas Faroé, bem como do peso do Moderados, liderado por Lars Lokke Rasmussen.
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