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Candidatos a ministros em Madagáscar passam por detector de mentiras

Madagáscar testa polígrafo para candidatos a ministros; verificação de antecedentes pode afastar nomes considerados corruptos antes da entrevista

O coronel Mickaël Randrianirina, tornado Presidente de Madagáscar em Outubro de 2025
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  • O Presidente coronel Mickaël Randrianirina demitiu o governo no início do mês e anunciou que os futuros ministros terão de passar por um detector de mentiras.
  • O polígrafo será usado para verificar antecedentes dos candidatos, com quem não apresentar anomalias passando à fase seguinte de entrevista com o Presidente e o primeiro-ministro.
  • Segundo Randrianirina, não se pretende encontrar pessoas 100% íntegras, mas com mais de 60% de probabilidade de serem fiéis aos interesses do país.
  • A medida recebeu ceticismo de jovens ativistas que participaram nos protestos, que duvidam da eficácia da tecnologia.
  • O novo primeiro-ministro é Mamitiana Rajaonarison, apontado para liderar um governo com foco em combate à corrupção, com eleições presidenciais previstas para o final de 2027.

Em Madagáscar, o Presidente Mickaël Randrianirina anunciou que, no processo de seleção de novos ministros, os candidatos deverão passar por um detector de mentiras. A medida surge após a demissão do governo no início do mês, sem explicação pública.

Randrianirina, que chegou ao poder após liderar um golpe de Estado em outubro do ano passado, apresenta o polígrafo como ferramenta para rastrear possíveis casos de corrupção durante a seleção dos membros do Executivo.

O anúncio foi feito à imprensa local e relatado pela imprensa internacional. Segundo o Presidente, a verificação de antecedentes permitirá eliminar candidatos com informações contraditórias até à fase de entrevistas com o Presidente e o primeiro-ministro.

Detalhes do processo de seleção

O método prevê que os candidatos sejam sujeitos a um polígrafo para aferir a veracidade das respostas. Quem não demonstrar consistência poderá não prosseguir para a entrevista final.

Randrianirina explicou que o objetivo não é encontrar candidatos perfeitos, mas com probidade suficiente para promover o desenvolvimento do país. A meta é reduzir a influência de práticas corruptas no Governo.

Entre as críticas, um gestor de redes sociais deprotestos da geração jovem questionou a cientificidade do método, dizendo que não há provas conclusivas de eficácia. O comentário foi citado por veículos internacionais.

Nomeação do novo Primeiro-Ministro

O Presidente indicou Mamitiana Rajaonarison como novo Primeiro-Ministro, responsável desde 2021 por uma unidade de combate a fluxos financeiros ilícitos, lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo. Anteriormente, ocupou cargos no Gabinete Anticorrupção.

Randrianirina afirmou que o país precisa de uma liderança íntegra e resistente à compra de favores. A nomeação coincide com uma promessa de reformas para coibir a corrupção.

A esteira destas mudanças, o Presidente interino convocou eleições presidenciais para o final de 2027, numa tentativa de estabilizar o país. Madagáscar tem sido referido como um dos países com maior pobreza mundial.

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