- Uma jovem britânica de 16 anos ficou retida na Dinamarca após não conseguir embarcar num voo de regresso ao Reino Unido, em 8 de março.
- O impedimento deve-se a alterações recentes às regras de controlo fronteiriço do Reino Unido para cidadãos com dupla nacionalidade, que exigem passaporte britânico válido, expirado ou certificado de direito de residência.
- A jovem, Ana, encontrava-se em Copenhaga para visitar o pai; a mãe, de origem norueguesa, acompanhava-a. O passaporte britânico ainda não tinha sido recebido, apesar de já ter sido solicitado.
- A situação gerou preocupações com educação, pois Ana já perdeu duas semanas de aulas e pode aguardar várias semanas para a emissão de um novo passaporte; a mãe regressou temporariamente ao Reino Unido para facilitar o estudo à distância.
- Reações políticas e legais surgiram: críticas à comunicação do governo, questões sobre proteção de menores em imigração e informações oficiais alegadamente disponíveis desde outubro de 2024 no portal do Ministério do Interior, que defende ter cumprido a comunicação.
Uma adolescente britânica de 16 anos ficou retida na Dinamarca após ter o embarque recusado para regressar ao Reino Unido. A viagem ocorreu no dia 8 de março, em Copenhaga, onde a jovem visitava o pai temporariamente colocado numa instituição universitária local. A mãe, de origem norueguesa, acompanhava-a inicialmente.
A jovem não possuía passaporte britânico válido no momento do check-in. Embora tenha sido solicitada a renovação antes da viagem, o documento ainda não tinha chegado. As novas regras de controlo fronteiriço, anunciadas pelo Ministério do Interior a 25 de fevereiro, obrigam cidadãos com dupla nacionalidade a apresentar um passaporte britânico válido ou expirado, ou um certificado de direito de residência, para embarcar para o Reino Unido.
A família afirma não ter sido informada sobre as alterações. A evidência surgiu apenas no check-in, quer na app da companhia aérea, quer no aeroporto. Mesmo com contacto com a embaixada britânica em Copenhaga, não houve solução imediata, deixando Ana retida.
A situação já provocou prejuízos educativos. A jovem perdeu duas semanas de aulas e pode esperar até seis semanas pela emissão de um novo passaporte, comprometendo exames próximos. O caso gerou controvérsia política e animou críticas à comunicação do governo britânico.
Reações políticas
O deputado James MacCleary denunciou falta de planeamento e pediu intervenção urgente do primeiro-ministro e da ministra competente. O político aponta perturbações na vida de várias famílias, com perdas de eventos importantes e impactos na educação.
Especialistas em imigração apontam questões legais relevantes. A legislação britânica protege o bem-estar de crianças em decisões de imigração, e os cidadãos britânicos têm direito de entrada mediante prova de nacionalidade, que Ana possui por certificado de nascimento.
Desenvolvimento do caso
A mãe teve de regressar ao Reino Unido para recolher material escolar, permitindo que Ana continue a estudar à distância na Dinamarca. O pedido de passaporte anteriormente apresentado foi cancelado, uma vez que a jovem se encontrava fora do país, gerando a necessidade de um novo processo que pode demorari semanas.
O Ministério do Interior sustentou que a informação sobre as regras está disponível desde outubro de 2024, com orientações oficiais no portal governamental.
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