- O Irão executou, na cidade de Qom, três indivíduos condenados pela morte de agentes da polícia durante os protestos de janeiro, incluindo um jovem de 19 anos.
- Os executados foram considerados culpados de homicídio e de ações em benefício de Estados Unidos e de Israel, sob a imputação de moharebeh (fazer guerra contra Deus).
- As autoridades afirmam que eles estiveram envolvidos na morte de dois membros das forças de segurança.
- Os protestos, iniciados pelo aumento do custo de vida, culminaram nos dias 8 e 9 de janeiro, com forte repressão posterior.
- O governo sustenta que os protestos foram motins promovidos por potências estrangeiras; organizações de direitos humanos apontam números bem superiores a 3 mil mortos, com HRANA a sugerir mais de 7 mil.
O Irão executou esta quinta-feira três indivíduos condenados pela morte de agentes da polícia durante os protestos ocorridos em janeiro. As execuções aconteceram na cidade de Qom e são as primeiras confirmadas oficialmente relacionadas com a repressão das manifestações.
Os condenados tinham sido considerados culpados de homicídio e de ações em benefício dos Estados Unidos e de Israel, no âmbito do crime de moharebeh. Segundo fontes oficiais, estiveram envolvidos na morte de dois agentes de segurança.
Os protestos tinham começado no final do ano passado, motivados pelo custo de vida, ganhando contornos nacionais contra o regime. O pico ocorreu a 8 e 9 de janeiro, seguido de forte repressão por parte das autoridades.
Contexto dos protestos
O governo sustenta que os atos iniciais eram pacíficos, mas evoluíram para motins com influência de potências estrangeiras. Dados oficiais apontam para mais de 3 mil mortos, entre membros de forças de segurança e civis.
Organizações de direitos humanos discordam dos números oficiais. A HRANA indica mais de 7 mil mortos, a maioria manifestantes, com estimativas que poderão ser ainda superiores.
A escalada internacional intensificou-se com o agravamento do conflito no apoio ao programa nuclear iraniano. Teerão endureceu a repressão interna, alertando que novos protestos serão encarados como hostilidade.
As forças de segurança afirmam manter estado de prontidão máxima para defender o regime. Paralelamente, o Irão tem aumentado execuções de pessoas acusadas de ligações a Israel, numa conjuntura de elevada tensão política.
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