- A Eslovénia enfrenta um escândalo de corrupção na campanha eleitoral, com eleições legislativas marcadas para 22 de março.
- Gravações divulgadas alegam má conduta do primeiro-ministro Robert Golob e do seu círculo, incluindo aceleração de contratos públicos e manipulação de negócios.
- Destaque para a compra de um edifício em Liubliana por 7,7 milhões de euros, quase quintuplicando o preço de 2019.
- Alegações indicam uso de empresas públicas para pagar jornalistas e ONG’s, assim como pressões sobre grandes empresas estatais; Governo nega e aponta interferência estrangeira.
- Golob pediu à União Europeia investigação à intervenção de uma empresa de serviços secretos israelita, a Black Cube, enquanto a presidente da UE foi alertada para a necessidade de ações rápidas para defender a democracia.
O escândalo de corrupção na Eslovénia agrava a campanha pré-eleitoral, antes das eleições legislativas de 22 de março. Gravações revelam alegadas condutas de alto nível e do círculo próximo do primeiro-ministro Robert Golob.
Golob enviou uma carta aos chefes da UE, incluindo Ursula von der Leyen e António Costa, a pedir investigação sobre influência estrangeira nas eleições.
Gravações publicadas apontam alegadas acelerção de contratos públicos, transferência de fundos estatais e manipulação de negócios. As denúncias colocam em causa a integridade de processos decisórios.
Entre os casos mais polémicos está a compra de um edifício em Liubliana por 7,7 milhões de euros, quase cinco vezes o valor de 2019. Alegações sugerem uso indevido de fundos e pressão sobre empresas e jornalistas.
Reação do Governo e alegações estrangeiras
O governo refere que atores estrangeiros tentam interferir no escrutínio eleitoral. Segue-se alegação de que a empresa israelita Black Cube organizou uma operação para recolher informações contra a oposição.
A ministra dos Negócios Estrangeiros, Tanja Fajon, qualificou a operação como ataque à democracia e à soberania. Golob indicou que o Conselho de Segurança Nacional vai analisar o relatório da SOVA.
Reações políticas e investigação
O líder da oposição, Janez Janša, rejeitou ligações à Black Cube e pediu investigações independentes. O SDS acusa o governo de desvio de recursos públicos e de manipulação mediática.
A presidente da Eslovénia, Nataša Pirc Musar, pediu ação rápida e transparente, alertando para o risco de erosão das bases democráticas. Órgãos de segurança já interrogaram autoridades envolvidas.
Consecuências para o eleitorado e o escrutínio
O escândalo fragmenta o eleitorado e eleva as tensões entre o centro-esquerda de Golob e o bloco de direita de Janša. Corre correção de cobertura mediática e transparência torna-se tema dominante no debate público.
As autoridades continuam a investigar alegações de uso indevido de recursos públicos, pressões a empresas estatais e suposta interferência externa.
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