- O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, qualificou os ataques no Estreito de Ormuz como inaceitáveis e insustentáveis, com pelo menos sete tripulantes mortos.
- Na abertura da sessão extraordinária do Conselho da OMI, em Londres, Dominguez informou que cerca de vinte mil tripulantes continuam retidos a bordo no Golfo Pérsico.
- Pediu às companhias de navegação para atuarem com máxima cautela e evitarem atravessar a região, destacando que ataques a marítimos civis são inaceitáveis.
- A OMI pediu o alívio rápido do conflito, para saída segura das tripulações, observando que o transporte marítimo é resiliente, mas a geopolítica está a pôr isso à prova.
- A reunião analisa o impacto da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irão; o estreito de Ormuz é passagem-chave para o petróleo, com o Brent acima de $100 por barril.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, descreveu os ataques a navios no Estreito de Ormuz como inaceitáveis e insustentáveis. Ao abrir a sessão extraordinária do Conselho da OMI, em Londres, ele destacou vítimas e sofrimento humano.
Os ataques já provocaram pelo menos sete mortes entre a tripulação. Dominguez afirmou ainda que cerca de 20 mil tripulantes permanecem retidos a bordo, no Golfo Pérsico, sob tensão operacional prolongada.
O secretário-geral apelou a cautela máxima para as companhias de navegação e recomendou evitar, sempre que possível, atravessar a área afetada. Qualquer ataque contra marítimos inocentes é, para si, inaceitável.
Dominguez explicou que as tripulações não devem tornar-se peças de tensões geopolíticas e pediu que as partes envolvidas trabalhem para o alívio do conflito e a saída segura dos marítimos. A região continua instável.
A reunião acontece para analisar o impacto da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro. Teerão respondeu com ataques a alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas regionais.
O Estreito de Ormuz é passagem crítica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde transita uma parcela relevante do petróleo mundial. Dados oficiais apontam que cerca de 20% do petróleo global passa por lá.
O Brent, referência do petróleo, mantém-se acima dos 100 dólares por barril desde o início do conflito, sinalizando impactos na economia mundial e na segurança energética.
Delegações dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Qatar condenaram veementemente as ações do Irão. O Irão, com apoio da Rússia, opôs-se à convocação, alegando incumprimento de prazos de aviso.
A OMI tem 176 Estados-membros e três associados. O Conselho, órgão executivo, é composto por 40 Estados-eleitos pela Assembleia. Portugal é membro, mas não integra o Conselho.
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