- O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou os EUA de ameaçarem derrubar o Governo quase diariamente e de quererem apoderar-se do país, alegando sanções energéticas como castigo coletivo, numa reação ao comentário do então presidente Donald Trump sobre tomar a ilha.
- Díaz-Canel afirmou que Washington utiliza o pretexto da “economia enfraquecida” de Cuba, que seria resultado de uma guerra económica feroz imposta por várias décadas, para justificar agressões.
- A crise de combustível agrava serviços, hospitais e gera apagões; cerca de cinquenta mil cirurgias underground ficaram impedidas apenas em fevereiro, segundo autoridades cubanas.
- O Gabinete da ONU para Assuntos Humanitários indica que a escassez de combustível atrasa ajuda humanitária e dificulta o acesso à saúde; dezenas de contentores já estão no porto de Havana e novas remessas são esperadas.
- Estão previstas chegar a Cuba, em dezoito de março, mais de vinte toneladas de ajuda via Comboio Nuestra América a Cuba, incluindo painéis solares, geradores, nutrição infantil e medicação para doentes com cancro.
Cuba acusa os EUA de ameaçarem diariamente derrubar o Governo e de quererem tomar o país, num contexto de sanções energéticas que classifica como castigo coletivo. A denúncia foi feita por o Presidente Miguel Díaz-Canel, via redes sociais, após informações de Washington sobre possíveis ações.
Díaz-Canel afirmou que Washington ameaça a ordem constitucional e planeia apoderar-se do país, dos seus recursos e da economia para o forçar a render. O chefe de Estado cubano respondia a declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, relacionado com tomar a ilha.
O Governo cubano considera que as medidas norte-americanas prejudicam o povo cubano e atribui a crise energética a uma guerra económica imposta pelos Estados Unidos. Afirmou que qualquer agressor enfrentará resistência.
A Pressão energética agrava problemas de abastecimento, afetando serviços públicos e hospitais e causando apagões em todo o território. As autoridades estimam que ficaram suspensas cerca de 50 mil cirurgias apenas em fevereiro.
Segundo o Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, a escassez de combustível atrasa a entrega de ajuda e dificulta o acesso aos cuidados de saúde. A ONU alerta para custos crescentes e atrasos na assistência.
A organização indica que dezenas de contentores de ajuda já estão no porto de Havana e novas remessas são esperadas, mas o combustível reduz a eficiência das operações de saúde. A OPAS também vê limites de atuação pela falta de combustível.
Ajuda internacional
A terminar março, Cuba deverá receber mais de 20 toneladas de ajuda através da coluna Comboio Nuestra América a Cuba. A iniciativa amplia o envio de alimentos, medicação e produtos de higiene, com origem em várias organizações.
O programa inclui mais de 500 mil dólares em painéis solares e geradores para hospitais, cerca de 400 mil dólares em nutrição infantil e 23 mil dólares em medicação para doentes com cancro. As cargas serão distribuídas por vias marítima e aérea.
A mobilização humanitária visa complementar recursos já disponíveis e apoiar serviços de saúde, com foco na mitigação de impactos da escassez de combustível. As autoridades cubanas aguardam a chegada de mais ajuda nos próximos dias.
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