- A cimeira da UE amanhã priorizava a economia, mas a guerra na Ucrânia e a chantagem da Hungria dominam a agenda, com Orbán a bloquear o empréstimo à Ucrânia devido ao oleoduto Druzhba danificado.
- Orbán sustenta a posição enquanto enfrenta eleições legislativas em abril, e a UE já ofereceu apoio técnico e financeiro para reparar a infraestrutura, incluindo a verificação de novas sanções contra a Rússia.
- O primeiro-ministro António Costa afirmou que está tudo pronto para a ajuda à Ucrânia, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky aceitou, mas Orbán continua sem ceder.
- Vai destacar-se a saída de António Guterres da ONU; será a última cimeira com ele nesse cargo e estarão presentes três portugueses: Costa, Guterres e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Montenegro.
- Sem um pacote comum de medidas, a UE deverá permitir que os governos nacionais tomem as ações que considerarem mais úteis, com possível flexibilidade orçamental para evitar escalada dos preços.
A reunião de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia, marcada para amanhã, centra-se na economia da UE, mas a guerra no Irão e a nova chantagem da Hungria podem dominar as conversas. O objetivo é endereçar a situação económica e a crise energética, sem comprometer a coesão comunitária. A orbita da reunião envolve a Ucrânia, a Rússia e as relações internas entre os Estados-membros.
Guerra na Ucrânia e o veto húngaro
A UE estava prestes a emprestar dinheiro à Ucrânia, com a Hungria a manifestar concordância inicial. No entanto, o primeiro-ministro Viktor Orbán bloqueia o empréstimo, citando danos no oleoduto Druzhba que supostamente passam pela Ucrânia. Sem o crude russo, Hungria não autoriza o apoio financeiro.
António Costa, presidente do Conselho, afirmou que o mecanismo está pronto e que Zelensky já foi informado. Orbán pede a reparação da infraestrutura antes de ceder. A situação ocorre em antecipação às eleições legislativas na Hungria em abril, o que pode condicioná-las. A UE continua a disponibilizar apoio técnico e financeiro para a reparação.
Adeus a Guterres e a resposta a Trump
António Guterres termina o mandato como Secretário-geral da ONU no final deste ano, o que traz três portugueses à cimeira: Costa, Guterres e Montenegro. A diplomacia vê o evento como uma despedida diplomática e uma demonstração de alinhamento com as Nações Unidas.
Não se antecipa um confronto direto com Donald Trump, mas a ausência de resposta ao chamamento do presidente norte-americano é observada pelas autoridades europeias. A reunião encerra-se com sinais de apoio à carta das Nações Unidas.
O que se espera do Conselho
A UE procura evitar uma escalada de preços que afete os cidadãos, sem um pacote comum de medidas. A solução pode passar por abrir espaço para ações nacionais coordenadas entre governos. Mantém-se a possibilidade de pequenas flexibilidades orçamentais, caso sejam necessárias.
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