- A guerra contra o Irão tem grande apoio em Israel, especialmente entre judeus israelitas, com mais de 90% a apoiar o ataque iniciado com os Estados Unidos.
- Apesar desse apoio, a popularidade de Benjamin Netanyahu não subiu; o Likud mantém-se com cerca de 48 a 55 lugares no Parlamento, abaixo da maioria.
- Especialistas dizem que o apoio ao primeiro-ministro atingiu um teto e não houve mudança significativa na opinião pública em relação a ele.
- O país enfrenta impacto interno: escolas fechadas, sirenes nocturnas e mais de cem pessoas a receber tratamento hospitalar diariamente.
- A possível descida do apoio pode ocorrer se houver mais mortes, danos maiores ou se os Estados Unidos recuarem e Netanyahu continuar a guerra.
Grande apoio em Israel à guerra não aumenta popularidade de Netanyahu
O apoio à ofensiva contra o Irão em Israel é maciço entre a população judaica, com números superiores a 90% de apoio ao ataque iniciado com os EUA. Contudo, esse parecer não se traduziu numa subida de popularidade do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A guerra continua, mas a força política do Likud permanece estável.
Especialistas em opinião pública destacam que, mesmo em situações de crise, não houve melhoria significativa na intenção de voto para o Likud. A coligação mais à direita da história do país mantém-se entre 48 e 55 lugares no Parlamento, abaixo da maioria de 61 lugares. O fenómeno é considerado atípico, dado o padrão de união que costuma acompanhar conflitos.
A unanimidade entre os judeus israelitas reflete a perceção de que o Irão representa uma ameaça existencial para Israel. Analistas apontam que o apoio permanece sólido apesar das perdas e do impacto económico da guerra, com o público a compensar ansiedade com apoio ao governo. As sondagens indicam que o apoio a Netanyahu atingiu um patamar estável nas últimas semanas.
No plano interno, as consequências da guerra já afetam a vida quotidiana: escolas fechadas durante dias, sirenes noturnas e deslocações para abrigos. Há relatos de centenas de feridos que requerem tratamento hospitalar, bem como noites de tensão nas cidades centrais do país. O ambiente económico e social contribui para o desgaste, sem, contudo, alterar significativamente o apoio ao governo.
Analistas relembram que Netanyahu poderá beneficiar de ações anteriores contra Hezbollah e Irão, recuperando parte da popularidade perdida após ataques do Hamas em 2023. Contudo, a estabilidade do apoio não chega a ultrapassar o limiar que o manteria acima da generalidade de apoio ao governo. O futuro poderá depender de novos desenvolvimentos na guerra e de eventuais mudanças na postura internacional.
Especialistas consideram ainda que o desfecho da ofensiva dependerá de vários fatores, incluindo o curso dos combates, o número de vítimas e eventuais interrupções por parte de aliados internacionais. A leitura dominante aponta para uma guerra prolongada, com impactos que poderão influenciar a opinião pública num horizonte mais amplo.
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