- Zelenskyy reuniu-se com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Londres para falar de paz, sanções à Rússia e apoio contínuo à Ucrânia, com a presença do secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
- O encontro ocorre num contexto em que a guerra entre o Irão e a Rússia tem vindo a reativar a economia russa por via do aumento do petróleo, dificultando as negociações entre os EUA e a Rússia para pôr fim à invasão.
- Starmer afirmou que não se pode perder de vista a Ucrânia e que é crucial manter o apoio para enfraquecer a mão de Putin.
- Zelenskyy disse que as conversações vão também avaliar a segurança energética, após a Rússia ter destruído grande parte da rede eléctrica ucraniana no inverno, e a situação no terreno.
- Os Estados Unidos levantaram temporariamente algumas sanções ao petróleo russo; líderes europeus alertam para os riscos para a Ucrânia, e o Reino Unido planeia assinar acordos para drones e apoiar um Centro de Excelência em IA com o ministério da Defesa ucraniano.
Volodymyr Zelenskyy visitou Londres na terça-feira para reuniões com o primeiro-ministro Keir Starmer e com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, em 10 Downing Street. O encontro teve como foco a cooperação para a paz, as sanções à Rússia e o reforço do apoio à Ucrânia.
O contexto é marcado pela forma como a guerra entre o Irão e várias potências tem repercussões na economia russa, via aumento de receitas do petróleo, e pela dificuldade de avançar as negociações mediadas pelos EUA para pôr fim à invasão da Ucrânia. O debate também abordou a segurança aérea e a necessidade de manter a capacidade de defesa de Kiev.
Starmer sublinhou a necessidade de manter o compromisso com a Ucrânia e de reduzir a capacidade de Putin de beneficiar com o conflito, incluindo dinamatas de energia e sanções. Zelenskyy destacou a importância de avaliar a segurança energética ao lado da situação no terreno de combate.
Relações internacionais e impactos
Durante a visita, Zelenskyy reuniu-se ainda com o rei Carlos de Inglaterra, em contexto de vários encontros diplomáticos no país. Em Bruxelas, a UE destacou que a Rússia pode lucrar com o aumento dos preços da energia e com a transferência de capacidades de defesa aérea para o Médio Oriente, mas reiterou que a Ucrânia continua a ser uma prioridade de segurança europeia.
A Finlândia, por seu lado, comentou que a guerra do Irão tem efeitos negativos para a Ucrânia, sobretudo pelo impacto no preço do petróleo. Especialistas da area apontam que a situação pode atrasar benefícios estratégicos para Kiev decorrentes de avanços tecnológicos em defesa.
A Ucrânia continua a explorar parcerias com países do Golfo para reforçar interesses conjuntos, e a imprensa acompanha as avaliações sobre o impacto global da conjuntura energética e militar. Evitam-se previsões, mantendo o foco em factos e desenvolvimentos futuros.
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