- O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, foi morto num ataque aéreo israelita em Teerão.
- Larijani, 67 anos, era braço direito do aiatolá Ali Khamenei e principal elo entre o poder político e militar do Irão.
- O regime iraniano não confirmou de imediato a morte, mas uma fonte do governo de Israel disse que não houve qualquer hipótese de sobrevivência.
- A possível morte de Larijani representa um golpe relevante para o regime, dado o seu papel nas negociações nucleares com os Estados Unidos e na defesa do acordo de 2015.
- Em ataque separado, Israel afirmou ter eliminado o general Gholam Reza Soleimani, comandante das milícias Basij da Guarda Revolucionária.
O governo de Israel alegou ter realizado um ataque aéreo em Teerão que resultou na morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão. A ação ocorreu na terça-feira, segundo a própria fonte israelita, que afirmou que não houve hipótese de sobrevivência.
Larijani, de 67 anos, era tido como uma das figuras mais influentes do regime iraniano, atuando como elo entre o poder político e militar. O ataque terá atingido uma das várias “casas seguras” onde passava os últimos dias, em Teerão.
A confirmação oficial por parte do regime iraniano não foi imediata, gerando cautela sobre os detalhes. A queda de Larijani é apresentada como um golpe significativo para Teerão, dada a sua posição de interlocutor-chave nas negociações nucleares anteriores com os EUA.
Perfil de Larijani e papel no regime
Larijani foi braço direito do aiatolá Ali Khamenei e principal conselheiro estratégico. Exigiu a defesa de negociações públicas até ao acordo nuclear de 2015, enfrentando críticas de alas conservadoras, e depois internalizou posições mais radicais, segundo analistas.
Após a morte de Khamenei, o Conselho de Guarda Nacional nomeou três dirigentes para um órgão interino. Nas semanas anteriores, Larijani foi visto nas ruas de Teerão, desafiando as pressões americanas.
Ataque separado contra a Guarda Revolucionária
Em relação a outro ataque, o Exército de Israel afirmou ter eliminado Gholam Reza Soleimani, comandante das milícias Basij. O comandante teria estado numa tenda com outros dirigentes da milícia, numa tentativa de passar despercebido após o bombardeamento do quartel-general da Basij.
A Basij é uma força paramilitar sob o controlo da Guarda Revolucionária, composta por voluntários que atuam em várias funções internas. O ataque ocorreu em dia diferente do incidente com Larijani, segundo as informações divulgadas.
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