- O Diretor do Centro de Contraterrorismo dos EUA, Joe Kent, demitiu-se, dizendo que o Irão “não representava uma ameaça” aos EUA.
- Kent afirma que a administração Trump cedeu à “pressão de Israel e do seu lobby americano” para avançar com a guerra no Irão.
- Em carta publicada, Kent diz não poder apoiar a guerra no Irão e acusa desinformação promovida por Israel e pela comunicação social.
- O ex-conselheiro compara a pressão atual com a que levou os EUA à guerra no Iraque em 2003.
- Kent apela a que o presidente recupere os ideais de “América Primeiro” e alega que guerras no Médio Oriente são uma armadilha, mencionando o período até junho de 2025.
O Diretor do Centro de Contraterrorismo dos EUA, Joe Kent, anunciou a sua demissão esta terça-feira, afirmando que o Irão não representava uma ameaça aos EUA e que a administração Trump cedeu à pressão de Israel e do seu lobby. A decisão foi comunicada numa carta dirigida ao Presidente Donald Trump e partilhada nas redes sociais.
Kent indicou que não pode, em consciência, apoiar a guerra no Irão, após sustentar que houve desinformação promovida por Israel e pela imprensa. Afirmou ainda que o governo foi levado a acreditar numa vitória rápida, chamando a situação de uma mentira repetida.
O ex-diretor vincou que a campanha de desinformação lembrou o que, segundo ele, levou os EUA à invasão do Iraque em 2003. Pediu a Trump que recupere os ideais de “América Primeiro” presentes nas suas campanhas anteriores.
Kent acrescentou que, até junho de 2025, guerras no Médio Oriente são uma armadilha que custa vidas de patriotas americanos. Reforçou o apelo para uma reflexão sobre o que está a ser feito no Irão e quem está a conduzi-lo.
Contexto e repercussões
A demissão de Kent coloca novas pressões sobre a administração norte-americana, já quase três semanas após o início do conflito com o Irão. O Governo tem evitado apresentar objetivos claros da operação militar e o calendário para um eventual término.
Fontes próximas do CENTCOM indicam que a demissão pode aumentar a tensão interna entre posições pró-guerra e críticas à escalada. Ainda não há confirmação oficial sobre substitutos ou mudanças na estratégia de contraterrorismo.
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