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Costa admite objetivos incertos na guerra com o Irão e promete apoio energético

Costa afirma que o objetivo da guerra contra o Irão não é claro, o que pode ditar a duração do conflito, e antecipa apoios da UE à energia para mitigar o impacto dos preços

Foto: Markus Lenhardt/Lusa
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  • António Costa afirma que o objetivo da guerra entre EUA/Israel contra o Irão “não é claro”, o que pode ditar a duração do conflito, e expressa profunda preocupação com as consequências.
  • O presidente do Conselho Europeu alerta para riscos à ordem internacional baseada em regras, à segurança europeia, ao custo da energia e a potenciais impactos humanitários.
  • Costa diz que os Estados Unidos e Israel agiram sem informar aliados europeus, e faz um apelo à abstenção, ao respeito pelo direito internacional e à diplomacia.
  • O líder europeu espera que a UE aprove medidas temporárias de apoio à energia na reunião de alto nível, enfatizando a necessidade de reduzir a dependência de energia importada e aumentar a autonomia energética.
  • O contexto envolve um aumento dos preços da energia na UE e discussões sobre limitar o preço do gás, reduzir impostos, apoiar setores afetados e investir em energias renováveis e eficiência.

António Costa, presidente do Conselho Europeu, disse que o objetivo da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão não está claro, o que pode ditar a duração do conflito. Falou à Lusa e a outras agências no projeto European Newsroom.

Costa mostrou preocupação com as consequências da ação militar para a ordem internacional baseada em regras, para a população civil e para os custos da energia na economia global. O líder português falava antes da cimeira europeia sobre o Médio Oriente.

O encontro da UE surge cerca de três semanas depois do início do conflito. O impacto tem sido sentido na inflação, na disponibilidade de bens e na energia, com perturbações na produção e exportação de petróleo e gás e subida dos preços globais.

Costa promete apoios à energia

Costa indicou que a UE deverá aprovar medidas temporárias para enfrentar os altos preços da energia, defendendo uma resposta rápida durante a reunião de líderes. O foco passa pela redução dos custos e pela proteção aos consumidores.

O antigo primeiro-ministro enfatizou a transição energética como prioridade. Defendeu ao mesmo tempo o investimento em produção interna, renováveis e nuclear, para reforçar a autonomia estratégica europeia.

A Comissão Europeia pode apresentar opções como limites temporários ao preço do gás, ajustes fiscais e apoios a setores afetados, conforme a atual conjuntura. A UE reforça também a diversificação de fontes e eficiência energética.

Estados Unidos e Israel lançaram ações militares contra o Irão em 28 de fevereiro, com retaliações iranianas que incluiu ataques a várias bases regionais. O Estreito de Ormuz permanece em foco devido ao peso estratégico para o petróleo mundial.

O assunto gera receios de novas escaladas que possam comprometer a produção e o transporte de energia, elevando ainda mais preços na Europa. O bloco procura manter um espaço baseado em regras, com diplomacia e cooperação multilateral.

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