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Candidatos de Marselha e Paris desistem da segunda volta

Desistências em Marselha e Paris aceleram negociações de alianças para a segunda volta das autárquicas francesas, alterando cenários em várias cidades

Uma mulher vota na primeira volta das eleições autárquicas francesas em Paris, no domingo, 15 de março de 2026.
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  • Em Paris, a candidata de extrema-direita Sarah Knafo retirou-se da corrida, mantendo apenas três boletins na segunda volta a 22 de março: Emmanuel Grégoire, Sophia Chikirou e Rachida Dati.
  • Em Marselha, Sébastien Delogu também se retirou para abrir caminho ao Rassemblement National; Benoît Payan continua na corrida, sem aliança anunciada com Delogu.
  • O líder do RN, Jordan Bardella, afirmou que Bruno Retailleau deveria retirar o seu candidato, sugerindo um duelo entre RN e a esquerda liderada por Payan.
  • Em várias cidades, a esquerda, ecologistas e La France insoumise formam alianças regionais, com exemplos em Poitiers, Lyon, Avignon, Clermont, Brest, Nantes, Toulouse, Limoges, La Courneuve, Grenoble, Estrasburgo e Besançon.
  • O segundo turno está marcado para domingo, 22 de março, com mais de 32 mil municípios já a realizar eleições; o prazo de negociações para alianças termina às 18h de terça-feira, 17 de março.

A segunda volta das eleições autárquicas em França ficou marcada pela retirada de candidaturas em Paris e Marselha. O escrutínio geral decorreu no domingo, com 32 mil municípios a eleger presidentes de Câmara; 8% das grandes aglomerações mantêm-se em disputa para a segunda volta, no próximo fim de semana.

Em Paris, a candidata de extrema-direita Sarah Knafo anunciou a retirada da corrida pouco antes do prazo. A lista que avançaria era liderada por Emanuel Grégoire, com Sophia Chikirou e Rachida Dati a comporem o trio confirmado para o duelo final. O resultado do primeiro turno colocou Knafo nas margens da segunda volta.

Em Marselha, Sébastien Delogu também desistiu, após ter ultrapassado a fasquia dos 10% dos votos. A decisão de abandonar a corrida abriu caminho para o Rassemblement National, cuja lista ficou atrás do atual presidente Benoît Payan, que já apresentou a sua lista à Câmara. Com as desistências, o cenário para a segunda volta ficou menos previsível.

Alianças por todo o país

Em várias grandes cidades, esquerda e ecologistas formaram frentes unitárias, mesmo sem um acordo nacional entre La France Insoumise e o PS. Em Lyon, Grégory Doucet juntou-se a Anaïs Belouassa-Cherifi do LFi, criando uma fusão técnica que gerou desconforto entre membros da lista de esquerda.

Em Poitiers, Léonore Moncond’huy anunciou acordo entre Poitiers collectifs e Poitiers en commun para sustentar o resultado das eleições. Ela alinhar-se-ia com Bertrand Geay do Lfi, uma aliança que envolve comunistas. Em Avignon, Clermont, Brest e Nantes, a LFi também se associou a candidaturas socialistas locais.

Em Toulouse, a lista PS-Ecologistes somou forças com François Piquemal, candidato de La France Insoumise. Em Limoges também houve integração entre listas. Em La Courneuve, o PCF juntou-se a Aly Diouara, líder do LFi, ultrapassando a divisão inicial.

Algumas cidades viram ecologistas liderar as alianças com a LFi, como Grenoble, Estrasburgo e Besançon, refletindo diversidades regionais. Em Lille, os Verdes aproximaram-se do PS, na lista liderada por Arnaud Deslandes. Em Poitiers, o recuo de apoio manteve o foco em alianças estratégicas locais.

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