- Cuba viveu um apagão generalizado que afetou cerca de 11 milhões de habitantes, com o governo a atribuir a crise ao bloqueio energético dos Estados Unidos.
- O Ministério da Energia e Minas comunicou uma “desconexão total” do sistema elétrico e anunciou que investiga falhas, enquanto equipes tentam reiniciar várias centrais termoelétricas de forma gradual.
- Ao fim da tarde, algumas casas acenderam velas e moradores relatam dificuldades sem ventiladores ou geradores, com medidas de contenção, como preparar colchões para as crianças.
- Este é o terceiro grande apagão em Cuba nos últimos quatro meses; já foi restabelecida a eletricidade para 5% da população de Havana (cerca de 42.000 utilizadores) e para vários hospitais.
- O governo cubano informou que não recebe petróleo há três meses e que a ilha funciona com energia solar, gás natural e centrais termoelétricas, num contexto de tensão económica e social.
O apagão generalizado afetou Cuba na segunda-feira, deixando aproximadamente 11 milhões de habitantes sem fornecimento de eletricidade. A rede cubana tem enfrentado deterioração há anos, agravando-se com sucesivos cortes diários.
Segundo o Ministério da Energia e Minas, houve uma desconexão total do sistema elétrico nacional. A equipa está a investigar as causas e a confirmar se houve falhas nas centrais em funcionamento antes do colapso.
Lazaro Guerra, responsável pela eletricidade no ministério, explicou que as centrais termoelétricas estão a ser reiniciadas de forma gradual para evitar novos incidentes. O restabelecimento completo leva tempo e exige cautela.
Regresso parcial da energia em Havana e serviços
No final da tarde, a eletricidade foi reposta para cerca de 5% dos habitantes de Havana, equivalentes a cerca de 42.000 utilizadores, incluindo alguns hospitais. Os cortes mantêm-se noutras zonas da ilha.
As autoridades sinalizaram prioridade para as comunicações, adiantando que pequenos circuitos restabelecidos podem voltar a falhar. Muitos residentes recorrem a velas e sistemas de reserva limitados.
Contexto económico e político
Díaz-Canel afirmou que Cuba não recebia petróleo há três meses e que o país opera com energia solar, gás natural e centrais termoelétricas. O governo indicou ainda impactos na assistência médica, com cirurgias adiadas para dezenas de milhares de pessoas.
O tema do bloqueio energético dos EUA é citado pelas autoridades como fator contributivo para a crise. Em círculos internacionais, a administração norte-americana tem discutido mudanças políticas com o governo cubano.
Entre na conversa da comunidade