- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu aos líderes dos Estados-membros que usem “todos os instrumentos de diplomacia migratória disponíveis” face ao conflito no Médio Oriente.
- A exigência foi feita numa carta enviada aos 27 chefes de governo, a menos de uma reunião marcada para quinta-feira em Bruxelas.
- A situação é descrita como incerta, com o futuro ainda por determinar no que diz respeito a fluxos migratórios para a UE.
- Von der Leyen destacou a necessidade de cooperação com a região, nomeadamente com a Turquia, o Líbano e o Paquistão.
- A UE já desembolsou mais de € 1,1 mil milhões desde 2021 para reforçar as fronteiras da Turquia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu aos líderes dos Estados-membros que usem todos os instrumentos de diplomacia migratória disponíveis frente ao novo conflito no Médio Oriente. O apelo foi feito neste domingo, via carta dirigida aos 27. O objetivo é preparar respostas ante uma incerteza sobre fluxos migratórios futuros para a UE.
Na carta, Von der Leyen descreve a necessidade de mobilizar plenamente as ferramentas de cooperação e coordenação entre os países da UE. Admite que, por ora, não houve fluxos migratórios imediatos para a UE, mas sublinha a importância de agir preventivamente.
A chefe do executivo europeu enfatiza a cooperação com países da região, nomeadamente a Turquia, o Líbano e o Paquistão. Observa que a UE já destinou mais de 1,1 mil milhões de euros à Turquia desde 2021 para reforçar fronteiras e áreas de fronteira.
Parcerias regionais
A referência a parcerias visa melhorar a gestão de fronteiras e vias de migração, com foco em prevenção, retorno e cooperação humanitária. A UE não detalha novas medidas, mantendo o objetivo de uma resposta coordenada entre Estados-membros e parceiros.
A comunicação pública não antevê ações imediatas, mas aponta para uma estratégia de diplomacia migratória contínua. O objetivo é reduzir impactos migratórios indiretos e reforçar a resiliência de regimes de asilo na região.
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