- O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, afirmou que a Turquia quer manter-se fora da guerra no Irão e que os dados apontam para que três mísseis tenham sido disparados do Irão, destruídos sobre território turco pelos sistemas da NATO.
- Ancara pediu explicações a Teerão, que negou o ataque; Fidan disse que, neste momento, não está prevista uma resposta militar.
- Fidan indicou que não há um esforço sério para negociações entre Estados Unidos e Irão, mas que o Irão pode estar aberto a uma diplomacia discreta.
- Na Síria, a Turquia apoia o governo de Ahmed el-Şara, enquanto Israel continua a ocupar território sírio e a aumentar as tensões, segundo o ministro.
- Sobre Gaza, a Turquia mantém a participação no Conselho de Paz de Trump e está pronta a disponibilizar tropas para uma força internacional de estabilização, embora ainda não tenha recebido pedido formal.
Hakan Fidan, ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, afirmou à Associated Press que Ancara quer manter-se fora do conflito atual. Em plena entrada no 15.º dia da guerra no Irão, o governante turco indicou que não há esforço sério de negociações entre os EUA e o Irão, mas que o Irão pode explorar diplomacia discreta.
Dados disponíveis, segundo Fidan, apontam para que os mísseis usados contra território turco tenham origem no Irão, apesar das negativas de Teerã. O ministro revelou ainda que não está prevista uma resposta militar neste momento, repetindo o objetivo de ficar fora da guerra.
Relação Turquia-Irão e defesa
Fidan comentou que três mísseis teriam sido lançados do Irão e destruídos sobre território turco pelos sistemas de defesa da NATO. O ministro reiterou que o Irão nega o ataque, mas que as informações apontam nesse sentido. Questionado sobre o futuro, afirmou que o país não pretende envolver-se militarmente.
O chefe da diplomacia turca abordou também a situação após a sucessão de Mücteba Hamaney, filho do líder iraniano Ali Khamenei, que assumiu o cargo após a morte de 28 de fevereiro. Disse que o único dado seguro é que Hamaney está vivo e a exercer funções, sem confirmar ferimentos.
Síria, Gaza e posições regionais
A Turquia mantém apoio ao governo interino sírio liderado por Ahmed el-Şara, ao passo que Israel continua a controlar território sírio, aumentando as tensões, segundo Fidan. O ministro afirmou que Israel procura território, não segurança, e que a região pode assistir a novos episódios de instabilidade enquanto o governo de Netanyahu estiver no poder.
Sobre Gaza, Fidan lembrou que a Turquia integra o Conselho de Paz criado pelo governo norte-americano e disse estar disponível para contribuir com tropas para uma força internacional de estabilização. Ainda não houve pedido formal, mas Ankara entende que o objetivo é colocar um comité de gestão de 15 administradores independentes a funcionar em Gaza.
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