- O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, afirmou que a Alemanha não participará numa missão para garantir a segurança no Estreito de Ormuz.
- Wadephul disse: “não participaremos no confronto” e indicou que Berlim aguarda uma posição dos Estados Unidos e de Israel sobre o fim da ofensiva para abordar a segurança da passagem.
- O Estreito de Ormuz permanece bloqueado pelas ações de retaliação do Irão contra os EUA e Israel, afetando o transporte de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás destinados ao sudeste asiático.
- Trump pediu, numa publicação, que países afetados pela restrição enviem navios para a área a fim de devolver a segurança da navegação.
- O ministro questionou a eficácia de expandir a missão naval Aspides para o Estreito de Ormuz, defendendo que a segurança virá com uma solução negociada e conversações com o Irão; a notícia também reporta uma conversa entre Trump e o primeiro-ministro britânico sobre a situação.
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, afirmou que a Alemanha não participará numa missão para assegurar a navegação no Estreito de Ormuz. A declaraçao ocorreu neste domingo, em Berlim, em contexto de retaliações entre EUA, Irão e Israel.
Wadephul disse numa entrevista à emissora pública ARD, citada pela agência EFE, que não haverá participação ativa da Alemanha no confronto. A posição surge após o apelo de Donald Trump para que aliados contribuam com navios.
Contexto internacional
No sábado, Trump publicou na rede Truth Social um apelo a China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros afetados se somarem à monitorização da área.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, provocado por ações dos EUA e de Israel, afeta o transporte de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás para o sudeste asiático.
Wadephul acrescentou que Berlim aguarda uma posição dos EUA e de Israel sobre o fim da ofensiva antes de discutir segurança. O ministro afirma que a solução virá por via de negociações com o Irão.
O ministro comentou ainda a hipótese de ampliar a missão naval Aspides, no Mar Vermelho, para o Estreito de Ormuz. Considerou a medida pouco eficaz para já, citando dificuldades no tráfego comercial.
Repercussões e próximos passos
Entretanto, o presidente Trump e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, discutiram hoje a situação do Médio Oriente e a importância de reabrir o Estreito de Ormuz, segundo uma porta-voz de Downing Street.
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