- Reza Pahlavi, filho exilado do último xá do Irão, disse estar pronto para liderar o país assim que a República Islâmica cair, a duas semanas do início dos ataques dos EUA e de Israel.
- Afirmou estar a trabalhar para formar um sistema de transição, com indivíduos identificados e avaliados para as várias componentes do órgão transitório.
- O processo de seleção está a ser liderado por Saeed Ghasseminejad, conselheiro-chefe para assuntos iranianos da Fundação para a Defesa das Democracias.
- Donald Trump mostrou ceticismo sobre a liderança de Pahlavi, afirmando que o filho do xá não está no Irão há muitos anos.
- Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva aérea contra o Irão a 28 de fevereiro, visando facilitar um levante popular contra a República Islâmica.
O filho exilado do último xá do Irão, Reza Pahlavi, afirmou neste sábado estar pronto para liderar o país assim que a República Islâmica caia, dez dias após o início de ataques dos EUA e de Israel. A mensagem foi publicada nas redes sociais, onde indicou trabalhar numa equipa de transição com foco em reconstrução institucional.
Pahlavi, que vive nos EUA e não regressou ao Irão desde a revolução de 1979, disse ter identificado e avaliado indivíduos competentes para integrar o sistema de transição. A liderança deste processo está a ser orientada por Saeed Ghasseminejad, conselheiro da Fundação para a Defesa das Democracias, instituição associada à oposição ao regime.
Contexto e reações
O exilado não tem apoio formal do governo norte-americano, com o presidente Donald Trump a manter ceticismo quanto à viabilidade de um retorno de Pahlavi ao Irão. Trump afirmou que o jovem líder não está presente no país há anos, o que complica a leitura de Santana de apoio.
Em paralelo, Washington e Telavive justificaram a ofensiva aérea iniciada a 28 de fevereiro como forma de abrir espaço para uma mudança no Irão. O ataque resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei no primeiro dia, segundo fontes próximas do regime, com Mojtaba Khamenei ferido e ausente de público desde então.
As autoridades dos EUA e de Israel têm reiterado que o objetivo estratégico passa por criar condições para a mobilização popular contra o regime iraniano, com vista a uma transição que permita restauração de liberdades e segurança.
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