- Cinquenta e seis museus e sítios históricos do Irão foram danificados desde o início da guerra, a 28 de fevereiro.
- Em Teerão, o palácio Golestão, classificado pela Unesco como Património Mundial, ficou danificado nos primeiros dias.
- A cidade de Teerão é a região com maior número de monumentos afetados (dezenove), seguindo-se Isfahan e Bushehr com danos a locais históricos.
- A UNESCO alertou para riscos ao património devido aos ataques aéreos, mísseis e drones no Médio Oriente.
- Até sexta-feira, o balanço apontava mais de dois mil mortos, incluindo mil quatrocentos e quarenta e quatro no Irão e seiscentos e oitenta e sete no Líbano, e o preço do crude ultrapassou os cem dólares por barril.
Desde o início da guerra, ataques israelense-americanos danificaram pelo menos 56 museus e sítios históricos no Irão, segundo o Ministério do Património Cultural e do Turismo do Irão. A informação foi divulgada após a ofensiva que começou em 28 de fevereiro.
Em Teerão, o Palácio do Golestão, Património Mundial da UNESCO, ficou entre os primeiros alvos. Construído no século XVIII, o complexo já foi residência da Dinastia Qajar e é uma referência histórica da capital.
Danos regionais e UNESCO
A província de Teerão regista o maior número de monumentos atingidos (19). Em Isfahan, a praça Naqsh-e-Jahan sofreu danos, tal como o bazar e vários edifícios históricos circundantes. Em Bushehr, o bairro de Siraf viu várias residências centenárias danificadas.
A UNESCO avisou que o património mundial enfrenta riscos elevados devido aos ataques aéreos, mísseis e drones no Médio Oriente. Além do Irão, também há danos em sítios em Israel e no Líbano, com centenas potencialmente ameaçados.
Reacção e números da guerra
O Irão respondeu à ofensiva com ataques contra Israel e bases norte-americanas na região do Golfo Pérsico. O balanço inicial da guerra aponta para mais de dois mil mortos, incluindo 1444 no Irão e 687 no Líbano, segundo a Al Jazeera.
A agitação militar também afetou os mercados de petróleo, com o Irão a bloquear parte do estreito de Ormuz, através do qual passará uma parcela relevante da produção mundial. O preço do barril tinha feito subir acima de 100 dólares, aumentando as preocupações económicas globais.
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