- O Fórum Mundial de Baku abriu com apelos ao diálogo para pôr fim à guerra do Irão, que acontece à porta do Azerbaijão, e reforços de cooperação energética foram discutidos.
- O Azerbaijão, segundo o principal conselheiro de política externa do presidente Ilham Aliyev, tem aumentado as entregas de gás à União Europeia para colmatar a lacuna causada pelo encerramento dos fornecimentos do Golfo.
- Aliyev alertou para o aumento dos preços do petróleo e do gás, que criam dificuldades para os consumidores, e disse que o Azerbaijão, como membro da OPEP Plus, defende um preço estável.
- O confronto iraniano já impacta a região, com drones a atingirem o exclave azeri de Naquichevão, provocando feridos, e a fronteira entre os dois países ter ficado temporariamente encerrada.
- Diplomacia é destacada como essencial para evitar uma ampliação do conflito, com Hajiyev a afirmar que o Azerbaijão está disponível para colaborar nas negociações e evitar uma maior geografia de confrontos.
O Fórum Mundial de Baku abriu esta quinta-feira com apelos ao diálogo para acabar com a guerra no Irão, que se desenrola a uma distância próxima da fronteira azeri. O Azerbaijão, enquanto grande fornecedor de gás à União Europeia, afirmou estar a aumentar entregas para mitigar a quebra de fornecimentos do Golfo, em resposta ao conflito em curso.
Segundo o principal conselheiro de política externa do presidente Ilham Aliyev, o aumento da capacidade de gás do país visa colmatar a lacuna energética resultante do encerramento de fornecimentos do Golfo e da tensão na região. A justificação para este esforço envolve também a cooperação com a UE e a busca de soluções conjuntas no setor energético.
No alinhamento do fórum, Ilham Aliyev traçou um equilíbrio entre a segurança internacional e a estabilidade nos preços de energia, apontando que o aumento dos custos do petróleo e do gás afeta consumidores e países importadores. O Azerbaijão posiciona-se como mediador na OPEP Plus, segundo o seu líder, e sublinha a necessidade de previsibilidade de preços.
O evento ocorre num momento em que o Irão disparou ataques a navios no Estreito de Ormuz e afetou infraestruturas no Golfo, elevando os preços globais do petróleo. A escalada levou também a uma controvérsia regional com o Azerbaijão ter encerrado temporariamente a fronteira, após ataques de drones iranianos ao exclave de Naquichevão.
Energia e cooperação regional
Hikmet Hajiyev, conselheiro de política externa de Aliyev, reiterou que o Azerbaijão trabalha para aumentar a sua capacidade de gás e para explorar novas perspetivas de cooperação energética com parceiros europeus, visando uma resposta sustentável à volatilidade do mercado.
Diplomacia e segurança também dominaram as intervenções, com o foco na contenção de uma expansão do conflito para além do Irão. Autoridades azeris destacaram a importância de um diálogo multilateral para evitar novos confrontos na região e evitar agravamento da instabilidade.
Analistas internacionais destacaram que a guerra no Irão pode influenciar a adesão da Ucrânia à UE, dada a necessidade europeia de reforçar capacidades de defesa e energia. A discussão no fórum manteve o tom de busca de soluções políticas e de autonomia estratégica europeia.
Alguns especialistas consideraram que a evolução das negociações depende de decisões no terreno, incluindo possíveis concessões do Irão. A análise aponta também para a necessidade de coordenação entre Estados-membros da UE para liberar financiamentos e apoiar o esforço de recondução diplomática.
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