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Hungria envia delegação à Ucrânia para investigar interrupção no Druzhba

Hungria envia delegação à Ucrânia para inspecionar o Druzhba, após ataque russo; Kiev nega autorização, agravando tensões diplomáticas e o abastecimento

Uma estação de bombagem no gasoduto da Amizade na Ucrânia
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  • Uma delegação do governo húngaro entrou na Ucrânia para inspecionar o oleoduto Druzhba, liderada por Gábor Czepeka, vice‑ministro do Ministério da Energia da Hungria, com especialistas da indústria petrolífera.
  • O Druzhba está fora de serviço desde o final de janeiro, após um ataque de drones russos que danificou a infraestrutura.
  • Budapeste acusa Kiev de bloquear o fornecimento por motivos políticos; a Ucrânia nega, dizendo que não houve autorização oficial nem reuniões marcadas com a delegação.
  • A discussão em torno do Druzhba tem implicações políticas na Hungria, onde o tema de segurança energética é central na campanha eleitoral, com Orbán a defender o restabelecimento do abastecimento.
  • Zelenskyy afirmou relutância em mandar reparar o oleoduto enquanto a Rússia usa a venda de petróleo para financiar a guerra; Orbán disse que vai vetar o apoio da UE caso o fornecimento não seja retomado.

Uma delegação do governo húngaro entrou na Ucrânia para inspecionar o oleoduto Druzhba, que está fora de serviço desde um ataque de drones russos no final de janeiro. A missão visa entender a situação do gasoduto e as opções de retomada.

A missão é chefiada por Gábor Czepek, vice‑ministro da Energia da Hungria, e inclui especialistas da indústria petrolífera. A entrada na Ucrânia surge numa fase de disputa com a Eslováquia, o outro país importador pelo Druzhba, e com a Ucrânia, que gere a infraestrutura de trânsito.

A Hungria acusa Kiev de bloquear o abastecimento por motivos políticos; Kiev nega. A visita ocorre num quadro de tensão entre Budapeste e Kiev e de divergências entre a Hungria e a Ucrânia sobre o controlo do oleoduto.

Contexto político

A disputa envolve a Hungria e a Eslováquia, ambos dependentes do Druzhba para petróleo russo, e a Ucrânia, que controla o atravessamento do gasoduto. O fornecimento foi interrompido a 27 de janeiro, após o ataque russo.

As autoridades ucranianas afirmam que o oleoduto não está apto a transportar petróleo sem um cessar-fogo para reparar a infraestrutura. A posição de Kiev inclui a cautela em relação aos custos de reparação durante a guerra.

O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán tem destacado a segurança energética como tema da campanha eleitoral, sugerindo que a Ucrânia usa a disputa para desestabilizar o governo. Orbán também deixou em aberto o veto a um empréstimo da UE.

Zelenskyy tem reiterado preocupação com o uso da venda de petróleo pela Rússia para financiar a guerra. O tema mantém a relação entre os dois países em posição tensa, com desfechos ainda incertos.

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