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Conflito iraniano aproxima-se das fronteiras da Europa e levanta dúvidas

A NATO afirma ter capacidade para defender a Europa, mas o arsenal iraniano — mísseis, drones e cruzeiro — aumenta o risco de ataques e de alvos críticos

ARQUIVO: Os líderes que representam o quartel-general da NATO em Norfolk prestam continência enquanto a bandeira sueca é hasteada no exterior do Comando Aliado da Transformação da NATO durante uma cerimónia, 11 de março de 20
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  • O Irão pode alargar o alcance de ataques para a Europa continental com mísseis balísticos Khorramshahr (até 3.000 km com carga útil reduzida), drones Shahed-136 (até 2.500 km) e mísseis de cruzeiro Soumar (2.000 a 3.000 km).
  • A NATO afirma que está preparada para defender o território da aliança, com intercetores a operar já e uma cadeia de detecção a destruição de alvos em menos de dez minutos, a partir do espaço e da base terrestre/marítima.
  • O sistema Merops (anti-drones) está a ser implementado na Polónia e na Roménia para enfrentar enxames de drones como os Shahed; a eficácia varía, com taxas de interceção históricas até 80% nalguns cenários.
  • Quase não há fronteira entre ataque militar e táticas híbridas: ataques a centros logísticos, infraestruturas portuárias e redes energéticas, além de ações de desinformação e uso de redes criminosas para ataques sobre dissidentes ou comunidades específicas.
  • Mesmo fora da NATO, países da UE podem receber apoio de forma indireta (Artigo 42(7) do Tratado da UE) e iniciativas como o Escudo Celestial Europeu, com adoção de capacidades comuns de defesa aérea entre Estados-m membros e não membros.

Desde a escalada do conflito no Irão, Teerão lançou uma campanha de bombardeamento com mísseis e drones contra a região, após ataques de forças norte-americanas e israelitas. Fontes militares descrevem uma resposta de Teerão que ultrapassa arcos regionais e aproxima-se de alvos europeus.

Segundo analistas, os ataques iranianos têm como alvo infraestruturas militares e civis na região, com repercussões diplomáticas na NATO e na UE. A Europa fica, para já, sob vigilância intensificada e com cálculos estratégicos sobre defesa e dissuasão.

A NATO assegura preparação e capacidade de resposta, apontando para o recente funcionamento de interceptações aéreas na área turca como indicador de eficácia. Do lado europeu, as alianças e cooperações com países não membros ganham relevância prática.

O que o Irão pode disparar contra a Europa

As capacidades de longo alcance do Irão dividem-se em três categorias. O míssil Khorramshahr, com ogivas de até 1.8 toneladas, pode alcançar até 3.000 km, ameaçando capitais europeias ao sul e leste. Em extensão máxima, Viena, Roma e Berlim entram no alcance.

Os drones Shahed-136 têm alcance de cerca de 2.500 km. Embora carreguem ogivas modestas, utilizam-se em enxames para sobrecarregar defesas e danificar redes elétricas, com implicações para várias regiões da Europa.

Os mísseis de cruzeiro Soumar, com alcance entre 2.000 e 3.000 km, voam perto do terreno, dificultando a detecção. São mais precisos para ataques a infraestruturas específicas do que para destruição generalizada.

A resposta da NATO e defesa aérea

A NATO apresenta uma postura de tranquilidade, aponta o porta-voz do SHAPE para a capacidade de defesa existente. Intercepções recentes no espaço aéreo turco servem como referência prática da eficácia do sistema, segundo o coronel Martin L. O’Donnell.

A cadeia de deteção e interceptação, desde o lançamento até à destruição do alvo, ocorre em menos de 10 minutos. Países não membros da NATO, como Chipre e a Irlanda, continuam a depender de acordos de defesa e de estruturas europeias para proteção adicional.

A União Europeia contempla obrigações de defesa coletiva entre Estados-membros, com o Artigo 42(7) do Tratado e iniciativas como o Escudo Celestial Europeu. A prática tem mostrado cooperação rápida, mesmo fora de estruturas formais da NATO.

Drones, ciberataques e ameaças híbridas

O the Merops, sistema anti-drones da NATO, está a ser implementado na Polónia e na Roménia para enfrentar enxames de Shahed. Taxas de interceção na Ucrânia chegam a 80%, mas não chegam a 100%.

Especialistas destacam ainda a possibilidade de ataques híbridos e de natureza não militar, incluindo ações contra cadeias logísticas, terminais de gás natural liquefeito e redes elétricas. Táticas podem visar dissidentes, comunidades e jornalistas instalados na Europa.

Outros cenários consideram a eventual restabelecimento de capacidades nucleares ou a proliferação de armas não convencionais, como bombas sujas, como forma de pressionar governos europeus. Experts insistem, no entanto, na probabilidade de um foco inicial em medidas de pressão política e tática de curto a médio prazo.

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