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Campanha em Portugal para apoiar 885 mil deslocados

Fundação Portugal com ACNUR lança campanha para apoiar 885 mil deslocados, fornecendo mantas, artigos de higiene, abrigo e proteção no terreno

885 mil deslocados desde o início da ofensiva, em 28 de fevereiro
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  • A Fundação Portugal com ACNUR lançou uma campanha de angariação de fundos para responder à crise humanitária no Médio Oriente, com 885 mil deslocados até hoje.
  • Os países mais afetados são Irão, Líbano, Síria, Turquia, Afeganistão e Iraque, segundo Soraya Ventura, diretora da Fundação Portugal com ACNUR.
  • A ajuda distribuída inclui mantas, esteiras, kits de higiene e artigos essenciais, bem como orientação e proteção para quem trabalha com o ACNUR no terreno.
  • Ventura frisou que “ninguém quer ser refugiado” e apelou aos portugueses para pensarem no que levariam numa evacuação, destacando a dignidade das pessoas afetadas.
  • O ACNUR faz um apelo à desescalada do conflito, ao respeito pelo direito humanitário e ao acesso humanitário sem restrições; no Irão há 1,65 milhões de refugiados e pessoas em necessidade, no Líbano cerca de 120 mil em 570 abrigos.

A Fundação Portugal com ACNUR lançou uma campanha de angariação de fundos para responder à crise humanitária decorrente da guerra no Médio Oriente, onde já se registam 885 mil deslocados desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. A iniciativa surge em parceria com o ACNUR, agência da ONU para refugiados.

Soraya Ventura, diretora da Fundação, explica que o número de pessoas que precisam de ajuda continua a aumentar. Ao mesmo tempo, sublinha que o apoio humanitário tem de chegar em segurança a quem foge da violência, com foco em itens básicos e proteção.

A ação envolve donativos através da página da Fundação, assegura a responsável. O apoio financeiro pode traduzir-se em mantas, esteiras, kits de higiene, artigos essenciais, bem como orientação e proteção para equipas no terreno do ACNUR.

Ventura apela aos portugueses para que reflitam sobre o que levariam se tivessem de evacuar as suas casas, destacando que por trás de cada número há pessoas com histórias, famílias e vidas em risco.

Antes do conflito, quase 25 milhões de pessoas já eram deslocadas ou apátridas no Médio Oriente e Norte de África, segundo a instituição. O ACNUR manifesta preocupação com a intensificação do confronto e defende desescalada, respeito pelo direito humanitário e acesso sem restrições a ajuda.

Entre os países mais atingidos, o Irão acolhe cerca de 1,65 milhões de pessoas refugiadas e necessitadas de proteção, a maior parte de origem afegã e iraquiana. No Líbano, cerca de 120 mil pessoas estão em 570 abrigos coletivos, com muitos já no limite da capacidade.

Mais de 78 mil sírios que estavam no Líbano regressaram à Síria, enquanto oito mil libaneses fugiram para a Síria. As populações enfrentam incerteza sobre o futuro, perda de meios de subsistência, questões de documentação e necessidade de transporte e abrigo.

Por fim, o ACNUR observa que a ofensiva, iniciada a 28 de fevereiro, envolve ataques contra instituições norte‑americanas e alvos israelitas, num contexto de escalada que já atingiu regiões vizinhas, incluindo o Líbano desde 2 de março.

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