- A União Europeia pediu a Israel medidas imediatas e eficazes para travar ataques de colonos contra palestinianos na Cisjordânia.
- Desde o dia 28 de fevereiro, seis palestinianos foram mortos na Cisjordânia devido a esses ataques.
- Várias comunidades foram atacadas, com propriedades danificadas e meios de subsistência destruídos, causando deslocação de pessoas.
- A UE pediu às autoridades israelitas que previnam novos ataques a civis e assegurem responsabilização, alertando para o risco de mais violência sem responsabilidade.
- O recrudescimento da violência ocorre numa conjuntura de tensões regionais, associada a ações enfrentadas na região envolvendo Estados vizinhos.
A União Europeia pediu ao governo de Israel ações imediatas para travar a vaga de ataques de colonos contra palestinianos na Cisjordânia. O apelo foi feito nesta terça-feira, em Bruxelas, pelo porta-voz Anouar El Anouni.
Segundo a UE, desde 28 de fevereiro já morreram seis palestinianos na Cisjordânia em ataques de colonos extremistas. Além das mortes, várias comunidades foram atacadas, com propriedades danificadas e meios de subsistência destruídos, levando famílias a abandonar as casas.
A UE pediu às autoridades israelitas que adotem medidas rápidas e eficazes para evitar novos ataques contra civis palestinianos e para assegurar a responsabilização dos autores. O porta-voz alertou que a impunidade pode aumentar a violência e reforçou a obrigação de proteger a população no território ocupado, segundo o direito internacional.
Contexto regional
O aumento da violência na Cisjordânia coincide com tensões mais amplas no Médio Oriente, associadas à ofensiva entre Estados Unidos, Israel e Irão, e às retaliações subsequentes envolvendo enclaves estratégicos da região. A UE sublinha a necessidade de manter a estabilidade e o respeito pelo direito humanitário.
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