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Parlamento Europeu pronto para aprovar lei sobre deportação

Parlamento Europeu avança com lei de regresso que permite centros de detenção fora da UE e buscas domiciliares, suscitando críticas e dúvidas sobre direitos humanos

Migrantes resgatados a sul de Creta. Os migrantes irregulares salvos no mar são frequentemente rejeitados pelos países da UE
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  • O Parlamento Europeu prepara-se para votar uma lei que visa aumentar os regressos de migrantes irregulares, incluindo a criação de centros de detenção fora da UE e buscas domiciliárias.
  • A Comissão LIBE aprovou a versão com apoio de grupos de direita, quebrando a maioria centrista; o grupo da esquerda opõe-se ao texto.
  • Os país liga de blocos políticos na Europa tem levado a uma aliança entre PPE, Conservadores e Reformistas Europeus, Patriotas pela Europa e Europa das Nações Soberanas, com negociações entre centristas fracassadas.
  • Críticos alertam para riscos de rusgas semelhantes às do ICE e questionam a salvaguarda de direitos fundamentais, sobretudo sem quadro jurídico claro e com possibilidade de investigações sem ordem judicial.
  • O regulamento permite devoluções a países terceiros mediante acordos bilaterais, suprime o organismo independente de controlo e altera o efeito suspensivo dos recursos; o texto final segue para negociações entre Parlamento e Estados-membros com aprovação possivelmente já nos próximos meses.

O Parlamento Europeu está perto de votar um projeto de lei que visa aumentar os regresso de migrantes irregulares, incluindo a criação de centros de detenção fora da UE e buscas domiciliárias. A comissão LIBE aprovou uma versão do texto, com o apoio de grupos de direita, quebrando a maioria centrista tradicional.

O texto propõe detenção por até dois anos e permite buscas em residências para localizar pessoas com ordens de expulsão. O objetivo declarado é acelerar a aplicação de decisões de regresso entre os Estados-membros. O tema divide a maioria parlamentar.

Contexto e votação em comissão

A LIBE aprovou a versão apoiada por PPE, Conservadores, PfE e ESN, após falhas nas negociações com o grupo S&D e Renew. O texto passa agora ao plenário para votação, antes de negociações com Estados-membros.

Críticas e preocupações

Grupos de esquerda denunciam risco de violação de direitos e de medidas semelhantes a controles policiales disruptivos. Representantes de ONGs destacam falta de salvaguardas e de mecanismos independentes de monitorização.

Conteúdo do regulamento

O regulamento define o reconhecimento mútuo de decisões de regresso entre Estados-membros e autoriza buscas em residências ou locais relevantes. Criticam-se potenciais abusos sem quadro jurídico claro e sem necessidade de autorização judicial em alguns casos, segundo a oposição.

Centros de detenção fora da UE

O texto contempla centros de detenção fora da UE, criados ao abrigo de acordos com países terceiros. Esses polos podem funcionar como locais de trânsito ou de permanência temporária, levantando questões sobre direitos fundamentais e salvaguardas.

Ponto de controlo e supervisão

A versão final elimina um organismo independente para vigiar os acordos com países terceiros, deixando a responsabilidade aos Estados-membros. Autores do projeto defendem que a supervisão é suficiente a nível nacional, com monitorização variável.

Próximos passos

Depois da aprovação na comissão, o plenário do Parlamento vota o texto. Se aprovado, as negociações com as autoridades nacionais avançam, com eventual entrada em vigor nos próximos meses. As diferenças entre posições são consideradas moderadas.

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