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Colapso do sistema de saúde aumenta risco para mulheres em Gaza

Amnistia Internacional alerta para maior risco para mulheres em Gaza: colapso do sistema de saúde, escassez de medicamentos e acesso restrito à ajuda

A Amnistia Internacional entrevistou mulheres afetadas pelas medidas israelitas, entre as quais doentes com cancro, grávidas e mães que deram à luz depois do cessar-fogo
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  • A Amnistia Internacional avisa que mulheres e raparigas em Gaza enfrentam risco acrescido devido ao colapso do sistema de saúde, incluindo saúde reprodutiva, materna e neonatal, deslocações constantes e condições de vida desumanas.
  • A organização acusa Israel de agir de forma deliberada para atingir o povo palestiniano, e de impor condições de vida que agravam o sofrimento humano.
  • O relatório aponta restrições israelitas à entrada de bens essenciais e a bloqueio do apoio de organizações internacionais, afetando a assistência humanitária.
  • Desde o início da resposta ao ataque do Hamas, a 7 de outubro de 2023, já morreram mais de 72 mil pessoas, e cerca de 18,5 mil necessitam de ajuda urgente.
  • Em entrevistas, mulheres e profissionais de saúde descrevem escassez de medicamentos, falta de equipamento, piora de condições de grávidas e recusa de pacientes com doenças graves por falta de suprimentos.

A Amnistia Internacional alerta para o agravamento dos riscos enfrentados por mulheres e meninas na Faixa de Gaza, devido ao colapso do sistema de saúde local e às condições de vida que persistem na região. A organização acusa Israel de ações deliberadas que contribuem para a deterioração das condições de vida no território.

Segundo a Amnistia, o conflito prolongado levou a deslocações em massa, condições de vida desumanas e queda acentuada da capacidade de resposta em saúde, incluindo áreas de saúde reprodutiva, materna e neonatal. A instituição destaca ainda a interrupção de tratamentos para doenças crónicas e o dano físico e psicológico resultante.

A organização sustenta que as restrições de acesso impostas por Israel reduzem a entrada de bens essenciais, limitando o apoio internacional e agravando a situação humanitária. A responsável pelo organismo, Agnès Callamart, afirma que as condições no terreno revelam uma erosão sistemática dos direitos das mulheres.

Dados de uma Comissão Independente indicam que ações militares danificaram o sistema de saúde sexual e reprodutivo palestiniano, sendo o caso tratado como violação da Convenção sobre Genocídio. A comissão frisa que o ataque não é apenas consequência de combate, mas uma violação grave de direitos.

O conflito renovado com o Irão resultou no encerramento total das três entradas para a Faixa de Gaza, paralizando o apoio já reduzido às populações. As operações seguem após o cessar-fogo, prolongando o sofrimento humano. Desde 7 de outubro de 2023, registam-se dezenas de milhares de mortos e milhares de pessoas necessitadas de ajuda.

Relatos de mulheres afetadas destacam uma carência crítica de medicamentos, incluindo tratamentos para doenças graves como o cancro, bem como o desgaste da saúde de grávidas e recém-nascidos. Médicos e trabalhadores humanitários relatam escassez de alimentos, desnutrição e falta de equipamentos médicos.

Organização ressalta que há necessidade de remover restrições à assistência humanitária e de garantir acesso a suprimentos médicos essenciais. O apelo é dirigido a Israel, para facilitar a vida cotidiana da população civil e permitir respostas rápidas a emergências médicas.

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